6 Marissa

1110 Words
Bridgith falou no dia seguinte com Jonan e ele e.. Bem a maioria das pessoas da Costa Sul sabia quem era os Kaden. Não foi nenhuma surpresa que ele tivesse ressalvas, mas também ele não discordou daquilo e no fim Bridgith disse que ele achou que eu poderia ser a melhor pessoa... Só faltava passar pelo Stamos agora. Eu estava a um passo de conseguir o dinheiro para salvar a vida da minha mãe e não iria deixar aquilo escondido do advogado, não queria que o Stamos ficasse sabendo apenas. Eu tinha uma forte impressão que eu podia confiar em Jonan, ele não parecia ser uma pessoa mau caráter. Eu não o conhecia pessoalmente, mas sabia que ele era muito bom advogado e muito bem comprometido com a sócia, além do mais Bridgith disse que ele sempre foi um bom chefe e muito respeitoso, só por isso já tinha pontos no meu conceito. —Entre, o senhor Kallun irá recebê-la agora! —a secretaria falou e eu levantei ajeitando o vestido tubinho, na cor rosa dourado. —obrigada!— falei e a segui até a sala de Jonan. Assim que entrei o homem loiro de olhos claros se virou para mim, tinha um sorriso amigável no rosto e uma certa surpresa nos olhos. —Sente-se senhorita Kaden —falou com a voz gentil, me indicando a cadeira a sua frente — Loren, chame Bridgith por favor — a moça anuiu e saiu da sala logo em seguida. —Eu suponho que Bridgith tenha te falado os termos no contrato —ele falou sugestivamente. —Bem.. Não ela só, falou e como eu.. Nós precisamos do dinheiro – ele me deu um olhar avaliativo e logo em seguida um sorriso tranquilizador. —Na verdade preciso mesmo desse dinheiro senhor Kallun – falei e fiz um pausa —a minha mãe está muito doente e se eu for entrar nisso é por causa dela —falei —Eu a entendo, acho que o que está fazendo pela sua mãe é admirável – ele me entregou uma folha, onde tinha os termos do contrato.. E p**a m***a, era muito dinheiro que tinha ali. Eu acho que ele entendeu o meu espanto e riu baixo —Eu posso conseguir esse dinheiro que precisa para ajudar a sua mãe .. Se aceitar o que está aí. Eu poderia aceitar aquilo naturalmente, ele não exigia que vivêssemos como marido e mulher no dia a dia. Apenas queria que fizéssemos tudo certo perante a mídia e os associados da Stamos. E o mais importante se fossemos ter alguma coisa, não poderia haver frutos. Eu não tinha a intenção de ter alguma coisa com ele, por isso eu não me importaria com a cláusula que o permitia ter outros relacionamentos e vice e versa. —Eu aceito — falei — mas não quero que ele saiba pra que eu vou usar o dinheiro adiantado —falei e ele arqueou a sobrancelha, abriu a boca e desistiu. Tornou a abrir a boca e balançou a cabeça. —Tudo bem, vai ser como você quer —ele falou — mas eu posso saber o motivo?—soltei um suspiro e o olhei com cuidado. —Porque ele é como todos os outros que nos virou as costas no momento que precisávamos —falei com uma certa irritação na voz e Jonan me deu um olhar avaliativo e misterioso. —Será como a senhorita quiser —falou com um meio sorriso — na verdade acho que é exatamente você quem pode salvá-lo — franzi o cenho, mas não tive tempo de perguntar sobre o que ele falava, Bridgith entrou na sala de Jonan e me deu um olhar confiante. Nós conversamos e ficou tudo acertado sobre quais seriam as minhas funções, tudo o que eu tinha que fazer para conseguir o dinheiro necessário para que salvassem a vida da minha mãe, era me casar e mentir.. Bem eu já estava mentindo com aquele casamento de contrato, mentir mais uma pouco não seria nada de mais.. Era só a minha alma caminhando mais rapidamente para o inferno. Eu fui até o hospital ver a minha mãe e conversei com Miranda, ela me disse que a minha mãe tinha intervalos.. Ela acordava e depois voltava a dormir com a força dos sedativos. Sempre que eu a via em cima daquela, eu me sentia impotente e percebia como a vida é frágil e decadente, em um momento você é tudo e no momento seguinte já depende dos outros para tudo. —Como você está se sentindo? —Bridgith perguntou-me no momento em que sentei no sofá ao seu lado. Aquela era uma pergunta que eu não sabia a reposta.. Eu sentia muitas coisas, medo era uma delas, mas eu tentava me manter firme até saber quando aconteceria o bendito casamento. —Anestesiada —falei e ela me deu um olhar pesaroso – eu fui no hospital novamente, o dinheiro que eles conseguiram é bom.. Mas o doutor Pitta disse que não é suficiente e o tempo dela está passando —falei. —Com o dinheiro que eu vou ganhar.. Quem sabe podem dar entrada no processo —ela falou —como uma garantia —eu lhe dei um meio sorrido.. Ela tinha uma boa intenção, mas eles deixaram claro que só iria começar algo com o dinheiro todo na conta e eu os entendia. —Infelizmente não é assim – falei —Como eu queria não lhe ver desse jeito —ela apertou a minha mão e eu me deixei cair no colo dela. Eu também não queria estar daquele jeito, não queria que as coisas fossem por aquele caminho... Mas aconteceu que eu não tinha escolhas. —Agora nós só temos que pensar no futuro.. E que tudo vai dar certo —falei confiante. —Sem dúvidas.. Tudo vai dar certo —eu balancei a minha cabeça em concordância. —É Nikolaj Stamos não é de se jogar fora... Aliás ele é um Deus —eu sabia que ela estava brincando, pois ela sabia que eu não iria me envolver com ele e nem com ninguém. O único intuito desse casamento era nos tirar do aperto e salvar a vida da minha mãe. —Sim.. E egocêntrico, não se esqueça dessa parte – ela bateu a mão na testa como se tivesse acabado de lembrar daquele fato. —Sim, claro.. Que grande tormenta você irá viver – eu ri e ela me acompanhou. Eu esperava que aquele ano passasse rápido e que tivéssemos uma boa convivência. Desejava de todo o meu coração limpar a imagem de Nikolaj só assim todos nós sairíamos ganhando.
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