Entramos no apartamento em silêncio, e fico parada em frente à porta fechada, enquanto Royce leva sua bolsa até o quarto, e depois de um momento volta ao sofá e se senta. Ele me olha, e naquela cor de oliva que eu tanto adoro eu só consigo encontrar perguntas. Respiro fundo e coloco a chave na mesinha, e então vou me sentar ao lado dele. Minha cabeça esta a mil, e tento encontrar a melhor forma de contar a ele sobre o meu passado. Não todo, é claro, mas uma parte que o faça entender. — Uma das minhas funções quando seu pai me contratou seria mantê-lo seguro. — Opto por ser direta, e vejo que fiz bem, porque Royce se recosta e acente. Mas permanece esperando que eu continue. — Pelo que ele me explicou, há muitos rivais no ramo de vocês, e pessoas que não estão felizes com a iniciativa da

