capitulo 54 Vk

1515 Words

NARRADO POR: VICTOR "VK" O radinho no meu cinto não parava de estalar, aquela chiadeira desgraçada de "copia", "visão", "tá calmo", mas eu precisava de ar, c*****o. Saí daquela penumbra da boca, onde o cheiro de mofo, pólvora e a química da escama tavam me sufocando o juízo. O sol de meio-dia não tinha piedade nenhuma, batia no asfalto quente e subia aquele mormaço que fazia a vista balançar, as cores tudo distorcida, mas eu segui. Botei o fuzil a tiracolo, ajustei o cordão de ouro de dois quilos que pesava no peito e comecei o meu giro. É o ritual do dono, né? Quem não é visto, não é lembrado, e quem não pisa no chão não sente a temperatura da guerra. Todo dono de morro que se preza tem que sentir o chão que pisa, tem que sacar o clima da favela. Comecei pela parte baixa, onde o comérci

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