NARRADO POR: VICTOR (VK) Saí daquele mirante voando baixo na XT, sentindo o vento cortar meu rosto como se fosse uma navalha e a adrenalina da "escama" ditando o ritmo frenético do meu sangue. O morro já tava em clima de guerra festiva, papo de louco mermo; as vielas apinhadas de gente, os vapores na atividade dobrada em cada esquina e o comércio girando forte, porque no meu domínio, se o povo tá feliz, o lucro é certo. Parei a máquina no pátio principal, onde o paredão de som já tava sendo montado uma estrutura monstra, um paredão de caixas que brilhava no sol poente, capaz de fazer o asfalto lá embaixo na Barra sentir o tremor e o desespero de quem não sabe o que é viver de verdade. O GT tava lá, com o radinho na mão e o fuzil atravessado no peito, coordenando os moleques que descarre

