NARRADO POR: MAITÊ O sol já tava rachando a janela, atravessando as cortinas de seda francesa com uma agressividade que parecia pessoal, mas o meu corpo... o meu corpo parecia que tinha sido atropelado por um caminhão carregado de fuzil, adrenalina e o desejo mais sujo que o Rio de Janeiro já viu. Levantei na força do ódio puro, sentindo cada centímetro da minha pele reclamar. A parte interna das minhas coxas ardia, uma lembrança constante da pegada bruta do Victor Hugo. O sexo dentro daquela BMW ainda tava viva em mim, o rastro dele impregnado nos meus poros de um jeito que eu sentia que, mesmo se eu arrancasse a pele, o cheiro de homem bicho dele continuaria ali. Fui pro banheiro arrastando os pés, me olhei no espelho e soltei um "p***a" bem baixo. O roxo no meu pescoço tava gritante,

