NARRADO POR: VICTOR "VK" O uísque desceu queimando, mas a minha mente continuava gelada, calculando cada movimento lá embaixo. O baile tava fervendo, o asfalto do Alemão parecia um vulcão pronto pra cuspir fogo, exalando aquele cheiro de pólvora, lança e suor que é o perfume da liberdade no morro. Eu tava ali, no ponto mais alto, o dono da p***a toda, com o fuzil dourado descansando no braço e o olhar de águia varrendo o camarote. O som tava tão alto que eu sentia o grave socar o meu estômago, ditando o ritmo daquela zona. — Atividade máxima, GT! — Gritei por cima do barulho, sem desviar os olhos do pátio. — Quero ver se o Bruno vai saber escoltar mermo a mercadoria ou se vai se perder no brilho das dondocas. Se algum bucha se crescer, é tchau e bênção, sem neurose. De repente, o movime

