NARRADO POR: VICTOR "VK" O radinho no peito não parava de chiar, um ruído constante que pra mim é como música clássica. Era a contenção avisando que o movimento lá embaixo já estava naquele pique de feriado, com as vielas entupidas e o asfalto tremendo antes mesmo do primeiro grave bater forte. Joguei o fuzil em cima da cama o metal dourado brilhando sob a luz do lustre de cristal que custou o preço de um apartamento popular e caminhei direto para o banheiro da mansão. Precisava tirar o estresse da gestão, o cheiro de pólvora que parece que impregna nos poros e aquela adrenalina residual de quem vive com a cabeça a prêmio 24 horas por dia, sem feriado e sem descanso. Liguei o chuveiro no gelado mesmo, pra dar aquele choque de realidade necessário e deixar a mente no estado de alerta máxi

