— Maitê... olha... — Bárbara sussurrou, e eu senti que o medo dela estava sendo evaporado por uma fascinação súbita. — É ele. É o Bruno. O BR. Abri os olhos devagar, ainda soluçando de puro nervoso, e foquei a visão. Meu Deus do céu. Se a propaganda da Bárbara era boa, a realidade era um esculacho sem precedentes. Bruno era a personificação da tentação em forma de homem. Ele era alto, com ombros tão largos que pareciam desafiar a física daquela rua estreita. O corpo dele era um mapa de guerra desenhado em tinta preta; tatuagens subiam pelo pescoço, desapareciam sob a gola da camisa de time cara e fechavam os braços musculosos que seguravam o capacete com uma naturalidade agressiva. Ele tinha aquele olhar predatório, de quem não pede licença para existir, e um sorriso de canto de boca que

