O PRESENTE: O PESO DA COVARDIA E O PERIGO DO MORRO Abri os olhos, o uísque agora descendo amargo como bile. Olhei para a estante de livros, para os milhares de volumes de direito que não serviam para absolver o meu crime. Atrás dos códigos penais, escondido em um fundo falso que só eu conhecia, eu guardava a única coisa que sobrou da Elena: um cordão. Sofia nunca amou a Maitê. Para ela, minha filha era um lembrete constante da minha traição, um troféu de guerra que ela podia torturar psicologicamente todos os dias. Cada vez que a Sofia exigia perfeição, cada vez que ela a humilhava por não ser "digna", era a vingança dela contra o fantasma da Elena. E eu? Eu me afundei no trabalho. Usei as audiências em Brasília e os clientes internacionais como desculpa para não encarar o fato de que e

