capitulo 116 Maitê

1857 Words

NARRADO POR: MAITÊ LACERDA O cara não recuou nem um milímetro. Pelo contrário, o desgraçado deu um passo pra frente, me cercando com aquele cheiro de suor barato, fumo e pólvora, me medindo de cima a baixo sem nenhum pudor. O olhar dele era uma mão suja que parava no meu decote e descia pras minhas pernas, como se eu fosse mercadoria exposta numa vitrine de feira. Senti meu estômago revirar de nojo, mas a marra de Lacerda é meu escudo; não desviei o olho, sustentei o olhar de quem foi criada no mármore e não teme vira-lata. — Ma, pelo amor de Deus, vamos sair daqui! — Babi sibilou do meu lado, a voz um fiapo, a mão cravada no meu braço, tremendo que nem vara verde. — Esse cara vai fazer uma loucura, Maitê! Vamos voltar pro posto agora! O tal vapor deu um riso cínico, ignorando o desespe

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