CABEÇA NARRANDO Tava em casa de boa, largado no sofá, tentando relaxar depois de um dia cheio, quando ouvi a porta bater com força. Era o Everton, ele entrou correndo, todo afobado, com a cara pálida, parecia que tinha visto um fantasma. Na hora, meu coração acelerou, porque do jeito que ele entrou, já saquei que coisa boa não era. — Sandro, o Monstro tá mäl, mano. Tá mäl mesmo! — ele falou, quase sem fôlego, enquanto me entregava um pedaço de papel. Peguei o papel e vi que era uma lista de remédios. Nem precisei perguntar, já sabia que era a Bela quem tinha mandado. Quando ela mete o nome do Monstro no meio e manda comprar alguma coisa, é porque a situação é feia. Não perdi tempo, catei as chaves da moto e saí voando pra farmácia. No caminho, meu pensamento tava a mil. Que merda será

