Marta narrando Minha filha Júlia foi morta, amarrada num poste. Como um maldito manequim em exposição. Meu coração tá em pedaços, minha alma tá em carne viva e minha mente só repete uma coisa: isso é culpa da Rafaela. É culpa daquela infeliz! Aquela peste que trouxe desgraça pra esse morro, que trouxe morte pra minha casa. Se não fosse por ela, a Júlia tava viva. Tava aqui. Tava comigo. Me abraçando, me sorrindo, me chamando de mãe. E o que mais me consome... é que deixaram o corpo dela lá. Jogada. Como se não valesse nada. Minha filha, p***a! A MINHA FILHA! Entrei na boca onde VN e Coiote tavam andando de um lado pro outro, parecendo dois ratos presos dentro de uma armadilha. Meus olhos tavam cheios de sangue, minha mão tremia, a raiva ardia em mim como fogo de querosene. — Como é qu

