Capítulo 107

1319 Words

Marta narrando Minha filha Júlia foi morta, amarrada num poste. Como um maldito manequim em exposição. Meu coração tá em pedaços, minha alma tá em carne viva e minha mente só repete uma coisa: isso é culpa da Rafaela. É culpa daquela infeliz! Aquela peste que trouxe desgraça pra esse morro, que trouxe morte pra minha casa. Se não fosse por ela, a Júlia tava viva. Tava aqui. Tava comigo. Me abraçando, me sorrindo, me chamando de mãe. E o que mais me consome... é que deixaram o corpo dela lá. Jogada. Como se não valesse nada. Minha filha, p***a! A MINHA FILHA! Entrei na boca onde VN e Coiote tavam andando de um lado pro outro, parecendo dois ratos presos dentro de uma armadilha. Meus olhos tavam cheios de sangue, minha mão tremia, a raiva ardia em mim como fogo de querosene. — Como é qu

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