Rei narrando Acordei com o sol atravessando a cortina do quarto, aquecendo meu rosto e me lembrando que o dia tinha chegado. O dia de fazer o sangue correr. O dia de cobrar tudo que o Coiote fez. Mas antes de tudo, fiquei uns minutos deitado, com os olhos abertos, pensando na, minha mulher, com uma arma na mão, protegendo nossa casa. Porra… eu tive o maior orgulho do mundo. A Rafaela... minha mulher. A que um dia teve medo até da própria sombra, agora tava pronta pra meter bala em quem ousasse cruzar o portão da nossa casa. Aquilo mexeu comigo de um jeito que nenhuma guerra tinha feito. Porque, dessa vez, eu não tava lutando só por território. Tava lutando por nós. Pela nossa família. Pelo que a gente ta construindo. E é por isso que hoje o primeiro filho da p**a vai cair. Coiote.

