Rei narrando Quando a gente saio do Alemão, o céu tava escuro. Um breu danado, carregado de promessa de sangue. O Chacal tava do meu lado no carro da frente, com a cara fechada, mão no fuzil, e o olhar queimando ódio. E atrás da gente… Era uma cena que até o d***o respeitava. Quinhentos vapores enfileirados em moto, carro, caminhão. Os bonde tudo trajado de preto, colete no peito, ponto no ouvido e olho no inimigo. Hoje não tinha aviso, não tinha conversa. Hoje era ataque. — Quando eu sair de tocaia... — murmurei pro rádio — é porque a caça vai morrer. O Chacal respondeu só com um estalo de língua. Ele queria o sangue do Coiote. E eu? Queria ver o inferno engolindo aquele desgraçado. Entramos no território da Parada de Luca com força. Não teve tempo nem de sentirem o bafo da guerr

