Rei narrando Tava na minha sala, concentrado nos mapas e nas anotações, cabeça fritando com a falta de movimentação no Morro Parada de Luca. Tava tudo quieto demais, como se o ar por lá tivesse prendido a respiração. E eu conheço esse silêncio… É o silêncio da tempestade vindo. Tenho certeza que o filho da p**a do Coiote tá armando alguma coisa. Tava tão imerso nos meus pensamentos que nem ouvi a porta abrir. Chacal entrou seco, como sempre, sem bater, e a cara dele já dizia que vinha merda grande. — Peguei um X9 no Alemão — ele largou, sem rodeio. Levantei os olhos devagar, largando a caneta em cima da mesa. — Manda a visão — falei. — Moleque tava lá, esquisito. Dei corda, deixei andar. Quando cercamos e levamos pra salinha… o passarinho cantou bonito. — Quem mandou ele? — Coiote

