Adrenalina é uma benção, e uma maldição. Alguns policiais, mesmo sem saber, eram viciados em sentir adrenalina. E não era diferente com Lillian. Enquanto corria e sentia o corpo queimar, imaginava o porquê odiava tanto Neto. Sentiu os olhos queimar ao se lembrar dos olhos dele no dia seguinte. Acusatórios, e ela não podia contar para a mãe. Malhou da forma mais agressiva possível, exagerando nos pesos. Queria sentir a dor nos músculos, e saber que agora podia revidar, e se preciso fosse, descarregaria um pente inteiro na cara maldita de Neto. Ao fim de duas horas e meia voltou para casa, havia deixado o carro na garagem, já que a academia não era tão longe, voltou correndo, saboreando o vento fresco no rosto. Entrou em casa e viu a irmã sentada na mesa, encarava as atividades com o cenho

