Capítulo 01
Aviso Importente!!!
ANTES DE TUDO QUERO AGRADECER AS MINHAS QUERIDAS LEITORAS, QUE AGUARDARAM ANSIOSAS POR MAIS ESSA OBRA. JÚNIOR ME DEU TRABALHO, EU SENTIA QUE ELE NÃO QUERIA A HISTÓRIA E ACABAVA POR APAGAR. (ELE TEM OPINIÃO FORTE. RISOS NERVOSOS)
TODO O TRATAMENTO AQUI DESCRITO É FICTÍCIO, ASSIM COMO OS LOCAIS E LINGUAGENS EMPREGADOS.
NESSE LIVRO IRÁ ENCONTRAR PALAVRAS DE BAIXO ESCALÃO, CENAS DE SEXO EXPLÍCITO, MORTE, E NECESSÁRIO PARA O LIVRO, ESTUPRO, ESSE ÚLTIMO NÃO MANTEREI TANTOS DETALHES.
A CIDADE É REAL, SENDO ALTERADOS NOMES DE RUAS E ESTABELECIMENTOS.
HAVE´RA ERROS? SIM. IREI REVISAR, MAS OS MEUS OLHOS CEGUETAS SEMPRE DEIXAM PASSAR ALGUM.
ESPERO QUE GOSTEM. EU ESTOU AMANDO DAR UMA VIDA Á ELES.
PLÁGIO É CRIME!!! (NUNCA É IMPOSSÍVEL ESCREVER UM ROMANCE)
BORA LÁ QUE EU ESTOU CHEIA DE SAUDADES DE CRIAR.....
****
CAPITULO 01
Júnior parou o carro na vaga exclusiva, juntou a bolsa, carteira e celular. Fazia horas que havia desembarcado em Marília, as poucas coisas ainda estavam em caixas, e a mãe, Dona Flor não aguentava mais a correria de mudar-se constantemente.
Pelo menos ela havia gostado do clima quente, dizia que os nervos debilitados doíam ainda mais no clima frio.
— Bom dia. - Passou pela recepcionista alta e morena.
— Bom dia, Doutor.
Chamou o elevador, e quando esse se abriu, a mesma funcionária lhe encarou, com um sorriso no rosto.
— Quanto tempo, Doutor.
— Bastante, Maria. - Ele enfiou as mãos nos bolsos. — Estou até com uns fios brancos.
— Ah Doutor, cabelo branco em rico é charme. - Ela deu de ombros, a mulher não sorria para mais ninguém.
O elevador parou no décimo andar, era como voltar ao tempo em que o melhor amigo entrou ali sentenciado a morte, e a agonia de olhar para a cadeira onde Ingrid sentou o fez engolir em seco.
Júnior encarou a placa com seu nome, Doutor José Carlos Alcântara. Passou os dedos na plaquinha de ferro, orgulhoso por todo o caminho que traçou até ali. Ao entrar, o cheiro da limpeza o rodeou.
— Doutor?
Ele virou-se rapidamente para ver uma moça morena, era carrancuda também, usava o famoso terninho feminino.
— Você é a?
— Nadine, sua nova secretária. - Ela o encarou friamente.
— Ah sim, ótimo.
Nadine era intimidadora, baixinha e carrancuda. Não era feia, longe disso, mas também não sorria. O que o levou a procurar as mãos dela.
— Sou noiva, Doutor. - Ela manteve o olhar nele. — Caso em um ano.
— Meus parabéns então. Bom, eu acho que vou começar a me organizar aqui, tenho algumas visitas a fazer pelo projeto.
— Estarei a postos. Com licença.
Que mulher amargurada. Pensou ele enquanto sentava-se na poltrona.
Júnior buscou o celular e digitou, colocou no ouvido e esperou ser atendido.
— Fala boneca.
— Oi princesa, acabei de chegar no hospital. - Júnior esticou as pernas em baixo da mesa. — E adivinha? Alguém me contratou um carrasco.
— Queria o quê? Uma dançarina? Júnior você tem que ir a caça cara, daqui a pouco a Maria Helena arruma um namorado e você aí.
— Primeiro de tudo. - Júnior encarou o céu limpo para fora da janela. - Maria é uma bebê do padrinho, e sabe que caso aconteça, eu posso limitar o garoto, ou garota. Depois, eu não sou velho, ainda não.
Fernando riu do outro lado da linha. Era um alívio para Júnior ouvir essa risada e saber que tudo se resolveu, e que o amigo era feliz.
— Aproveita o clima do interior, bota essa b***a branca para bronzear. - Fernando aguardou o amigo parar de rir. — Lembre-se que foi aí que encontrei minha esposa. Minha eterna namorada.
Luiza. José Carlos sentiu um aperto no peito. Porque tinha de ter aquele sentimento por ela? Engoliu em seco sentindo a empolgação acabar.
— Nando, vou cuidar da minha vida. Sei que está fazendo das unhas, pinta de rosa dessa vez.
— Com toda a certeza, minha manicure já escolheu um bem chamativo.
Ele encerrou a ligação, pensativo nas palavras do amigo. Não era um velho ainda, mas também não tinha mais tempo para se dar ao luxo de sofrer ou iniciar tudo o zero de novo.
— f**a-se. Preciso de uma mulher, depois vejo se darei chance ao amor.
(***)
— Benjamin, tem dez anos.
— Eu posso responder por mim, mãe. - O menino pálido endireitou a cabeça. — Me chamo Benjamin, e faz uma semana que completei dez anos.
Junior viu muito de Fernando no menino, até mesmo as covinhas nas bochechas manchadas.
— Ben, tem um jogo no meu celular, e não sei como passar o nível, pode ver se consegue? - Júnior procurou em seu aparelho e o entregou ao garoto. — Enquanto isso, vou pegar um suco para nós, aqui é muito quente. A sua mãe pode ir comigo?
O menino deu de ombros, a concentração estava totalmente no jogo.
Júnior afastou-se do quarto, parou em uma recepção pequena, totalmente infantil e estendeu a mão para a senhora se sentar.
— Ana Cláudia, acho que tem noção da situação do seu filho.
O sorriso da mulher morreu ali. Ana Cláudia era forte na frente do filho, os olhos com poças negras em baixo denunciavam o cansaço físico e mental dela. A mulher respirou fundo, os olhos inundados de lágrimas por cair.
— Eu sei, Doutor. - Abaixou a cabeça. — Meu menininho está muito m*l.
— E o pai dele? Ainda não tive a oportunidade de vê-lo.
— Meu marido não aceita a situação dele, prefere vir pouco e volta para casa. Mas eu sei que no fundo está pior que eu.
— Olha, pela situação do Benjamin, vamos iniciar os tratamentos paliativos, infelizmente ele está em estágio terminal, os rins estão apresentando falência, o tumor no estômago está crescendo bastante e fora encontrada metástase nos pulmões. Eu lamento muito Ana, queria lhe dar outra notícia.
— Quanto tempo? - Quando ela levantou os olhos, Júnior precisou colocar em prática tudo o que aprendeu com os anos em sua profissão.
— Impossível te dizer Ana, mas podem ser meses, semanas ou até mesmo anos. Dê tempo a ele, faça o que ele deseja, construa memórias.
Ana Claudia voltou a se encolher, em pouco tempo os ombros se sacudiam pelo choro dela. E isso destruía qualquer homem grande. Júnior se levantou, afagou o ombro da mulher e voltou ao quarto.
— Cadê a minha mãe? - Ben olhou pela a******a da porta.
— Está vindo amigão. Conseguiu?
— Consegui, isso é jogo de bebê. - O menino devolveu o celular á ele.
— Obrigado Ben, agora vou visitar outros quartos.
Ele brincou um pouco com a mão do menino, apertando naquelas saudações de menino. O deixou no quarto e ia encostar a porta quando Ben o chamou:
— Doutor?
— Sim? - Júnior o olhou por cima do ombro.
— Não conta para a minha mãe, mas eu sonhei que estava partindo.
Júnior deixou o quarto dele com um sentimento estranho de perda. Sentindo-se impotente rumou para o outro lado daquele andar recheado de histórias tristes.
Parou frente a porta meio aberta, bateu e entrou.
A menina devia ter seus quinze anos, ainda não estava careca de todo, mas o cabelo ralo denunciava a progressão dos tratamentos.
— Marion Nascimento Gonzales? - Ele entrou no quarto.
A menina desligou a tela do celular e o encarou, os olhos esverdeados brilharam.
— Eu sou o Doutor José Carlos, tudo bem? - Estendeu a mão e quando ela o aceitou a levou aos lábios. — Onde está seu responsável?
A menina emudeceu, estava pensando em uma desculpa quando olhou além dele.
— Ali. - Apontou.
José Carlos virou o rosto e viu passar pela porta uma mulher jovem, era como a menina, com os mesmos cabelos, só que fartos e longos, olhos esverdeados e boca pequena.
— Lillian, esse é o Doutor José Carlos. Tenha educação e se apresente a ele.
— Me desculpa Doutor, eu precisei sair às pressas, - Ela estendeu a mão para ele. — Sou a irmã mais velha da Marion. Lillian.