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1465 Words
Narrado por Danilo - Mais senhor Braz... - Não Danilo já chega... Já é a terceira vez que você falta... Nesse mês... - Mais o senhor sabe que foi por causa do meu filho... • olho para o pequeno que dormia nos meus braços. - Eu sei... Todas a vezes foram,eu não duvido de você,mais é complicado,eu fico no prejuízo... - Me desculpa... Me dá mais uma chance por favor... • ele ficou me olhando. Eu não posso ser demitido,o que meu filho vai comer? Ainda que o que eu ganhe seja pouco da pra viver - Está bem. Pague a alguém ou uma creche para deixar o garoto... - As coisas lá em casa estão um pouco apertadas... • dou um sorriso sem graça. - Então... Sinto muito... • ele me olhou triste e saiu. E agora... Como eu fico? Não tinha muito o que fazer,eu fui em direção a saída. Mais sou parado alguém e eu sabia muito bem quem era - Olá... Foi demitido? - Sim... Senhor Loreto... • senhor Loreto,o irmão do seu Braz não gosto do jeito que ele me olha. - Eu posso ti ajudar... Hum... • ele ia me tocar mais eu desviei. - Me deixa passar... • falo apertando o meu bebê mais forte de forma protetora. - Você sabe onde me achar... Posso dá todo o dinheiro que você e seu filho precisa... Você só tem que me dá uma coisinha... • ele me olhou de cima pra pra baixo e lambeu os lábios. - Senhor Loreto... Por favor... • falo assutado. Ele começou a rir e saiu da porta. Eu saí de lá apressado e fui para o ponto de ônibus,eu tenho que pegar dois ônibus até chegar em casa. Não demoro muito e o primeiro chegou e eu chamei meu filho. - Vamos acordar bebê do papai... • ele abriu os meio barulhento. - Papai... - Vai sumir ou não... • o motorista grita. - Sim... • falo subindo no ônibus. O motorista já foi mostrando a mão dizendo que queria o dinheiro. - Aahh... Sim... Fica aqui filho... • colo o Pietro no chão. Ele começou a tentar escalar minhas pernas. - Papai... Papai... - Calma filho... • falo contando as moedas. - Anda logo... - Quero chegar em casa cara... Os passageiros gritam. - Aqui está... • entrego as moedas. Pego o Pietro no carro,e vou,estava sem lugar para sentar, então eu tive que me apoiar na barra de ferro que tinha lá. O motorista fazia questão de ir muito rápido. Pietro novamente deita e meus ombros e percebo que logo ele está dormindo,o pequeno dormia muito rápido,os trinta minutos em pé naquele ônibus,eu só pensava o que fazer , não ia durar nem duas semanas. Assim que eu desço em outro ponto, Quando chego lá está tudo praticamente vazio,quer dizer só tinha um cara lá , falando no telefone. - Não... Eu vou de ônibus... Eu não vou te esperar... Encontro você não alcatéia... Tá bom... Te amo também... • ele guardou o celular. Eu fiquei olhando meu filho em meus braços,que merda eu estou fazendo? Como vou criar meu filho? Como? Onde eu vou conseguir um emprego? Foi difícil conseguir aquele e ainda tive que aturar as besteira que o Loreto falava a mim. O próximo ônibus que eu iria pegar estava vindo. ... - Chegamos... • coloco o Pietro no chão. Ele sai andando,pega seu uso de senta no chão. - Papai... Vai fazer a sua comida tá filho... Nada de mexer nas coisas... Então eu vou pra cozinha era pequena e de lá dava pra ver ele brincando,tinha um pouco de feijão já pronto,e dois pedaços de frango pra assar . Então eu comecei a fazer,tinha a última laranja e obviamente eu irá dar para o meu filho,assim que ele terminasse de comer. - Papai... Pai... • ele anda até mim com a mão na barriga. - Tá com fominha? - Fominha... • ele repete e levanta os braços para mim pegar ele. - vem aqui.... • falo levantando a blusa para ele mamar Ele já tem quase três anos e ainda mama. - Amo muito esse bebê. Falo saindo da cozinha e sentando no sofá. - Olha só que bebê lindo... O bebê do papai... Vai ficar velhinho amanhã... • sorri pra ele,o que não durou muito. Eu acho que não tenho nada pra fazer ao menos um bolo para ele,e novamente a vontade de chorar veio com tudo,eu não sei nem o que fazer para comer no café da manhã. Se eu comprar algo,vou atrasar o aluguel de novo,se eu deixar de pagar a luz ou a água vai ser pior,eu não posso nem dar um presente de aniversário ao meu filho. O pequeno já dormia, então eu deixei que minhas lágrimas caíssem eu chorei como uma criança,com soluços altos. ... Narrado por Vicente - Aonde pensa que vai? - Ao cinema pai... O senhor prometeu que me levaria... Os meus amigos vão está lá... - Não é pra demorar... Agora são sete... As... Hum... Nove eu já vou está te esperando pra vim... Ok? - Valeu pai... Você é o melhor vamos... - Mais papai tá cansada... Vai lá e pede ao seu tio que ele vai te levar... Assim que a minha pequena saiu eu fui pegar um pouco de whisky e sentei no sofá. E passo a pensar em tudo,criar uma filha sozinho no foi fácil,mais eu consegui fazer tudo certinho,claro que eu tive uma ajudinha. Minha família é muito maravilhosa,todos me ajudam e apoiaram a cuidar da Lívia. - Advinha que tá aqui...? • escuto uma voz de um chato. - Um velho chato... - Velho? Você dois anos a mais que você... • ele já chega pegando meu copo e bebendo. - Cadê sua esposa? O Lucas? O Roberto já parou de querer procriar igual a um coelho? É bom te ver Eduardo... • a gente se abraçou,ele sentou e fui pegar outro copo com whisky. - está todo mundo bem... A minha esposa que mandou eu vim... E o Lucas deu um basta... Ele não quer mais ter filhos... • ele da risada. - Mais o que veio fazer aqui? • falo me sentando novamente no sofá. - Vim saber se o seu companheiro já apareceu? E também vou passa a semana toda aqui..m surpresa... - Não apareceu... E eu vou ter que te aturar por sete dias... Vai ser difícil... • falo fazendo graça. O outro revira os olhos. - Isso não é bom... - Eu não ligo... - Pois deveria... Falta pouco para os seus quarenta anos... - Eu estou ótimo... - Sério? Como está sua saúde,tem se sentido cansado, sonolento... Apetite ruim... - Sim... Sim... Sim... • meu melhor amigo entra respondendo ao meu irmão. - Inácio... • ele se abraçam. - Já cheguei respondendo porque seu que seu irmão é teimoso... • ele pegou meu outro copo com a bebê. - Mais que diabos... Não podem ir até ali e pegar o de vocês não? • falo bravo ele dão um aperto de mão e dão risada. E novamente eu fui pegar mais bebida pra mim. - Ainda nada? - Não Eduardo... Nada... - Mais Inácio... Isso é muito estranho... Ele já tem quase 42 anos... Se esse companheiro não chegar ele vai morrer a qualquer momento... - Parem de falar como se eu não estivesse aqui... Eu sempre deixei claro que não gosto dessa história de companheiros. Isso é ridículo... Fazer as pessoas destinadas desde que nasceram é ridículo... E se eu ou ele já tivéssemos alguém? Íamos ter que largar tudo por causa dessa idiotice... - Vicente... Não fale essas coisas... Se a mamãe ouvir... - Eu não tenho mais sete anos Eduardo... Eu sei muita bem das coisas... E você sabe que desde o início eu não concordei com isso... Minha vida tá uma merda por cause dessa história esquisita... • falo me alterando - Não fale assim meu amigo... Não diga essas coisas, não queira que a deusa Luna te castigue... - Castigar? Acha que ela vai fazer mais o que? Hum? Já tive um castigo suficiente... Eu odeio isso... - EDUARDO... já chego... • meu irmão chama minha atenção. - Eu não estou nem aí se ela se arrependeu ou não te ter sido culpada pela morte do supremo naquela época... Dane-se... Nem ela acreditou nessa história de companheiros... Porque então criou tudo isso? Em? - Para Eduardo... - Mais o que tá acontecendo aqui? - Mãe... • eu e meu irmão falamos ao mesmo tempo. Agora eu tou lascado. É isso mesmo gente,um homem independente, dono de uma alcatéia,pai,alfa lúpus. Mais eu tenho uma coisa que está acima de tudo isso,minha mãe,a mulher mais aterrorizante e ao mesmo tempo amável.
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