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Narrado por Danilo
- Mais senhor Braz...
- Não Danilo já chega... Já é a terceira vez que você falta... Nesse mês...
- Mais o senhor sabe que foi por causa do meu filho... • olho para o pequeno que dormia nos meus braços.
- Eu sei... Todas a vezes foram,eu não duvido de você,mais é complicado,eu fico no prejuízo...
- Me desculpa... Me dá mais uma chance por favor... • ele ficou me olhando.
Eu não posso ser demitido,o que meu filho vai comer? Ainda que o que eu ganhe seja pouco da pra viver
- Está bem. Pague a alguém ou uma creche para deixar o garoto...
- As coisas lá em casa estão um pouco apertadas... • dou um sorriso sem graça.
- Então... Sinto muito... • ele me olhou triste e saiu.
E agora... Como eu fico? Não tinha muito o que fazer,eu fui em direção a saída. Mais sou parado alguém e eu sabia muito bem quem era
- Olá... Foi demitido?
- Sim... Senhor Loreto... • senhor Loreto,o irmão do seu Braz não gosto do jeito que ele me olha.
- Eu posso ti ajudar... Hum... • ele ia me tocar mais eu desviei.
- Me deixa passar... • falo apertando o meu bebê mais forte de forma protetora.
- Você sabe onde me achar... Posso dá todo o dinheiro que você e seu filho precisa... Você só tem que me dá uma coisinha... • ele me olhou de cima pra pra baixo e lambeu os lábios.
- Senhor Loreto... Por favor... • falo assutado. Ele começou a rir e saiu da porta.
Eu saí de lá apressado e fui para o ponto de ônibus,eu tenho que pegar dois ônibus até chegar em casa.
Não demoro muito e o primeiro chegou e eu chamei meu filho.
- Vamos acordar bebê do papai... • ele abriu os meio barulhento.
- Papai...
- Vai sumir ou não... • o motorista grita.
- Sim... • falo subindo no ônibus.
O motorista já foi mostrando a mão dizendo que queria o dinheiro.
- Aahh... Sim... Fica aqui filho... • colo o Pietro no chão. Ele começou a tentar escalar minhas pernas.
- Papai... Papai...
- Calma filho... • falo contando as moedas.
- Anda logo...
- Quero chegar em casa cara...
Os passageiros gritam.
- Aqui está... • entrego as moedas.
Pego o Pietro no carro,e vou,estava sem lugar para sentar, então eu tive que me apoiar na barra de ferro que tinha lá. O motorista fazia questão de ir muito rápido.
Pietro novamente deita e meus ombros e percebo que logo ele está dormindo,o pequeno dormia muito rápido,os trinta minutos em pé naquele ônibus,eu só pensava o que fazer , não ia durar nem duas semanas.
Assim que eu desço em outro ponto, Quando chego lá está tudo praticamente vazio,quer dizer só tinha um cara lá , falando no telefone.
- Não... Eu vou de ônibus... Eu não vou te esperar... Encontro você não alcatéia... Tá bom... Te amo também... • ele guardou o celular.
Eu fiquei olhando meu filho em meus braços,que merda eu estou fazendo? Como vou criar meu filho? Como? Onde eu vou conseguir um emprego? Foi difícil conseguir aquele e ainda tive que aturar as besteira que o Loreto falava a mim.
O próximo ônibus que eu iria pegar estava vindo.
...
- Chegamos... • coloco o Pietro no chão.
Ele sai andando,pega seu uso de senta no chão.
- Papai... Vai fazer a sua comida tá filho... Nada de mexer nas coisas...
Então eu vou pra cozinha era pequena e de lá dava pra ver ele brincando,tinha um pouco de feijão já pronto,e dois pedaços de frango pra assar .
Então eu comecei a fazer,tinha a última laranja e obviamente eu irá dar para o meu filho,assim que ele terminasse de comer.
- Papai... Pai... • ele anda até mim com a mão na barriga.
- Tá com fominha?
- Fominha... • ele repete e levanta os braços para mim pegar ele.
- vem aqui.... • falo levantando a blusa para ele mamar
Ele já tem quase três anos e ainda mama.
- Amo muito esse bebê.
Falo saindo da cozinha e sentando no sofá.
- Olha só que bebê lindo... O bebê do papai... Vai ficar velhinho amanhã... • sorri pra ele,o que não durou muito.
Eu acho que não tenho nada pra fazer ao menos um bolo para ele,e novamente a vontade de chorar veio com tudo,eu não sei nem o que fazer para comer no café da manhã.
Se eu comprar algo,vou atrasar o aluguel de novo,se eu deixar de pagar a luz ou a água vai ser pior,eu não posso nem dar um presente de aniversário ao meu filho. O pequeno já dormia, então eu deixei que minhas lágrimas caíssem eu chorei como uma criança,com soluços altos.
...
Narrado por Vicente
- Aonde pensa que vai?
- Ao cinema pai... O senhor prometeu que me levaria... Os meus amigos vão está lá...
- Não é pra demorar... Agora são sete... As... Hum... Nove eu já vou está te esperando pra vim... Ok?
- Valeu pai... Você é o melhor vamos...
- Mais papai tá cansada... Vai lá e pede ao seu tio que ele vai te levar...
Assim que a minha pequena saiu eu fui pegar um pouco de whisky e sentei no sofá. E passo a pensar em tudo,criar uma filha sozinho no foi fácil,mais eu consegui fazer tudo certinho,claro que eu tive uma ajudinha. Minha família é muito maravilhosa,todos me ajudam e apoiaram a cuidar da Lívia.
- Advinha que tá aqui...? • escuto uma voz de um chato.
- Um velho chato...
- Velho? Você dois anos a mais que você... • ele já chega pegando meu copo e bebendo.
- Cadê sua esposa? O Lucas? O Roberto já parou de querer procriar igual a um coelho? É bom te ver Eduardo... • a gente se abraçou,ele sentou e fui pegar outro copo com whisky.
- está todo mundo bem... A minha esposa que mandou eu vim... E o Lucas deu um basta... Ele não quer mais ter filhos... • ele da risada.
- Mais o que veio fazer aqui? • falo me sentando novamente no sofá.
- Vim saber se o seu companheiro já apareceu? E também vou passa a semana toda aqui..m surpresa...
- Não apareceu... E eu vou ter que te aturar por sete dias... Vai ser difícil... • falo fazendo graça. O outro revira os olhos.
- Isso não é bom...
- Eu não ligo...
- Pois deveria... Falta pouco para os seus quarenta anos...
- Eu estou ótimo...
- Sério? Como está sua saúde,tem se sentido cansado, sonolento... Apetite ruim...
- Sim... Sim... Sim... • meu melhor amigo entra respondendo ao meu irmão.
- Inácio... • ele se abraçam.
- Já cheguei respondendo porque seu que seu irmão é teimoso... • ele pegou meu outro copo com a bebê.
- Mais que diabos... Não podem ir até ali e pegar o de vocês não? • falo bravo ele dão um aperto de mão e dão risada.
E novamente eu fui pegar mais bebida pra mim.
- Ainda nada?
- Não Eduardo... Nada...
- Mais Inácio... Isso é muito estranho... Ele já tem quase 42 anos... Se esse companheiro não chegar ele vai morrer a qualquer momento...
- Parem de falar como se eu não estivesse aqui... Eu sempre deixei claro que não gosto dessa história de companheiros. Isso é ridículo... Fazer as pessoas destinadas desde que nasceram é ridículo... E se eu ou ele já tivéssemos alguém? Íamos ter que largar tudo por causa dessa idiotice...
- Vicente... Não fale essas coisas... Se a mamãe ouvir...
- Eu não tenho mais sete anos Eduardo... Eu sei muita bem das coisas... E você sabe que desde o início eu não concordei com isso... Minha vida tá uma merda por cause dessa história esquisita... • falo me alterando
- Não fale assim meu amigo... Não diga essas coisas, não queira que a deusa Luna te castigue...
- Castigar? Acha que ela vai fazer mais o que? Hum? Já tive um castigo suficiente... Eu odeio isso...
- EDUARDO... já chego... • meu irmão chama minha atenção.
- Eu não estou nem aí se ela se arrependeu ou não te ter sido culpada pela morte do supremo naquela época... Dane-se... Nem ela acreditou nessa história de companheiros... Porque então criou tudo isso? Em?
- Para Eduardo...
- Mais o que tá acontecendo aqui?
- Mãe... • eu e meu irmão falamos ao mesmo tempo.
Agora eu tou lascado.
É isso mesmo gente,um homem independente, dono de uma alcatéia,pai,alfa lúpus. Mais eu tenho uma coisa que está acima de tudo isso,minha mãe,a mulher mais aterrorizante e ao mesmo tempo amável.