Capítulo 7

1051 Words
Dias se passaram, e a expectativa crescia enquanto aguardava a visita de Victoria com notícias positivas. O tempo na prisão deixava suas marcas, e a alimentação precária já me fizera perder cinco quilos. Absorto nos meus pensamentos, fui despertado quando o guarda veio me buscar. A notícia de que minha advogada tinha chegado iluminou meu rosto com um grande sorriso. O coração pulsava mais rápido enquanto seguia o guarda pelos corredores até a sala onde Victoria aguardava. Ao entrar na sala, meus olhos se encontraram com os dela, ansiosos por uma atualização sobre meu caso. O ambiente tenso da prisão contrastava com a esperança que Victoria trazia consigo. — Oi Ian, sente-se. Temos algumas atualizações sobre a situação. — Por favor, me diga. Preciso entender o que está acontecendo.— falo ansioso — O que aconteceu com o seu rosto.— ela fala apontando para o machucado e eu me lembro que foi da briga que tive. — Foi uma briga, não precisa se preocupar — Tudo bem, mas tome cuidado por favor. — Pode deixar.— digo — Ok, então após uma investigação detalhada, eu e minha equipe descobrimos que Sim, você tem um filho. Ele se chama Ryan e nesse momento está na casa de um amigo, pois ele não tem ninguém para cuidar dele — Meu Deus ! Eu nunca imaginei que eu seria pai, como eu posso cuidar de uma criança? Porque eu não sabia que tinha um filho? Eu sou uma decepção para ele.— falo sentindo meus olhos arderem, eu não tinha estrutura nenhuma para cuidar de uma criança — Você vai saber todas as respostas, mais quando sair daqui. — Tudo bem, me desculpe. — Tá tudo bem, é bom desabafar um pouco, mas no entanto, ainda precisamos lidar com as acusações contra você. Vamos nos concentrar em reunir todas as evidências necessárias para provar sua inocência no tribunal. — Eu espero te isso aconteça logo e eu possa ser livre mais uma vez. — Confie em mim, eu estou fazendo o meu melhor - Eu confio em você , Victoria . Mas quanto mais tempo vou ficar aqui ? Sinto que estou perdendo partes da minha vida. — Entendo a sua urgência Ian . más estamos fazendo o possível para acelerar o processo , mas precisamos ser meticulosos . A pressa pode comprometer a qualidade da nossa defesa . - Eu só quero sair daqui , retomar minha vida e cuidar do meu filho agora, faça o que for preciso, garanto que serei eternamente grato . - Estamos trabalhando para isso , prometo que não vai demorar muito pra você sair . Mantenha - se forte . Vamos superar isso juntos . - Obrigado Victoria , não sei nem como te agradecer . - Não precisa , só estou fazendo o meu trabalho.- ela fala e ficamos conversando mais um pouco e quando deu o horário Victoria foi embora e eu fui levado para a sala onde passei a dividir com mais 5 presos. Agora que tenho um filho, questiono o meu futuro. Onde vou ficar se Victória conseguir me tirar daqui? Não sei como lidar com quem colocou essa mulher no meu caminho. Graças a ela, recuperei a vontade de lutar e a esperança de sair desta cela. — Nó que está pensando ian— pergunta o cara que está preso Silêncio paira na cela por um momento antes do companheiro de Ian quebrar a quietude mas uma vez. — Ian, todos nós carregamos nossas cruz. Essa Victória pode ser um anjo em sua vida e se vc está aqui mesmo inocente você vai conseguir dá a volta por cima, —Talvez você tenha razão.— respondo ao meu colega de cela e ficamos conversando mais um pouco. A noite chega e depois de comer um pão seco com um copo de café, nos deitamos na cama de cimento,.e dou graças a Deus por está fazendo calor, porque se fosse frio não aguentaria ficar nesse lugar. Fecho os olhos e tento pensar nas coisas boa e me apegar na esperança de que irei sair daqui o mais breve possível. Após o café da manhã na prisão, retorno à minha cela para um período de confinamento. A monotonia da rotina se desdobra: me dedico a exercícios improvisados, buscando refúgio em livros ou em conversas silenciosas comigo mesmo. O corredor ecoa com os sons ocasionais de passos e vozes abafadas. À medida que o sol atravessa as grades da janela, tento ocupar minha mente com pensamentos distantes, revisitando memórias que me transportam para além das paredes frias. Enfrento a realidade das minhas escolhas, buscando uma forma de redenção nas linhas do tempo que se estendem diante de mim. Os murmúrios de conversas escapam por entre as grades da cela, criando uma sinfonia de vozes sussurradas. A rotina, impregnada de uma resignação taciturna, continua, e eu encaro as horas de confinamento moldando meus próprios métodos de sobrevivência emocional dentro desse microcosmo carcerário. (...) No meio da tarde estava deitado na minha cama tranquilo, quando sou derrubado por um dia presos e não sei porque, mais a fúria toma conta de mim, e em um momento de impulso, acabo envolvido em uma briga acalorada com outro preso. Os punhos voam, as palavras se perdem em um tumulto de emoções contidas. O barulho da confusão atrai a atenção dos guardas, e em questão de segundos, somos separados. Respiro ofegante, enquanto sou conduzido pelos corredores da prisão em direção à solitária. As paredes estreitas parecem fechar-se sobre mim, e a porta pesada se fecha com um estrondo metálico, deixando-me em um silêncio claustrofóbico. Na solitária, o tempo se arrasta de maneira desumana. A ausência de luz natural intensifica a sensação de isolamento. Sinto o peso das minhas ações enquanto as sombras dançam nas paredes frias. As vozes na minha cabeça ecoam, misturando-se ao som distante dos outros presos. O ar na cela é pesado, carregado com o peso das escolhas impulsivas. Enquanto aguardo o término do castigo, reflito sobre o que me levou a este ponto e sobre as consequências que podem se desdobrar a partir daqui. O tempo na solitária se estende como uma punição silenciosa, forçando-me a confrontar não apenas o preso com quem briguei, mas também os demônios internos que me levaram a tal desatino.
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