Capítulo 6

1109 Words
Eu estou preso há alguns meses, injustamente. Depois que o advogado foi embora, perdi a esperança de sair daqui. Mas quando eu sair, prometo que irei me vingar de quem armou para cima de mim. Enquanto estava deitado na cama, olhando para o telhado, escuto o guarda me chamar. — A gente 500 tem visita para você.— ele fala após bater na grade da cela. Surpreso, pergunto quem pode ser, pois não tenho ninguém. — Sim, agora vem logo.— ele diz. Me levanto, com as algemas em meus braços, e sigo pelo corredor até a sala de visitas. Lá, o guarda me mostra a mesa onde uma linda mulher está sentada com alguns papéis à sua frente. — Vocês têm cinco minutos— ele fala. — Sim senhor.— Digo e me sento na cadeira disponível na frente da mulher e pergunto. — Quem é você? Isso é mais uma pegadinha do Jimmy? — pergunto, ficando irritado. — Não faço ideia de quem seja esse Jimmy. Vim porque vou assumir o seu caso, afirmam que você é inocente, e durante minhas pesquisas, descobri algo que preciso discutir contigo. Por isso, farei algumas perguntas, e quero que responda com sinceridade. — Vive acha que eu vou acreditar em você? eu não tenho ninguém quem irá te pagar? o Jimmy já desgraçou com a minha vida, e agora mandou você para me destruí mais ainda.— falo com raiva me levantando e ela pega em meu braço me fazendo parar com minhas ações. — Escuta aqui, eu não conheço nenhum Jimmy, estou aqui porque apareceu esse pedido em meu escritório, e pelo pouco que eu já vi, talvez você esteja aqui injustamente, então você pode parar e me ajudar a te ajudar?— A mulher fala me olhando de uma maneira que me pareceu que ela estáva falando a verdade, então com um suspiro longo falo. — Tudo bem, eu vou acreditar em você, mais por favor não brinca comigo, eu não aguento mais ficar nesse lugar preso por algo que eu não fiz.— falo sincero — Tudo bem, meu nome é Victoria Miranda — O meu você já sabe com certeza.— falo dando de ombros e ela abri um meio sorriso em minha direção — Sei sim, mais Queen é esse tal de Jimmy e porque você fala que ele armou osa cima de você?— ela me pergunta curiosa e eu decidi falar, pois não quero perder a chance de sair desse lugar terrível. — Olha ele era o meu melhor amigo, agente morava juntos dividimos a mesma casa, eu trabalhava com entregas e ele arrumava os clientes para mim, mais nessa última vez eu fui chamado para entregar duas encomendas em lugares diferentes, eu ganharia 30 mil reais, como eu precisava do dinheiro eu acabei aceitando, mais quando estava entregando a última entrega eu fui parado pela polícia e virão que era drogas que eu estava levando e dentro do meu carro tinha uma arma, e por isso eles me prenderam, mais eu juro que eu só estava fazendo o meu trabalho e a arma não era minha, quando eu estava preso liguei para o Jimmy ele disse que iria me ajudar sair daqui, mandei ele pegar o dinheiro para pagar o advogado, mais o advogado não fez nada no julgamento, apenas entregou e me deixou aqui sozinho, aí fiquei sabendo em uma visita dele que o advogado era amigo do Jimmy e eles estavam juntos, eles venderam o meu carro e pegaram o dinheiro e nunca mais voltou. — Uau, eu sinto muito por isso que aconteceu com você, mais eu vou te ajudar, pode acreditar _ Obrigada, você não sabe o quanto eu fico feliz ouvindo isso — Eu posso imaginar, mais enquanto investigava algumas coisas sobre você, eu descobri algo e preciso que você me responda. — Tudo bem, o que você quer saber? — Você tem filhos? — Não! — Tem certeza? — Absoluta. — Contudo, as informações indicam que você é pai de um garoto de dez anos. Ele morava com a tia, irmã da mãe dele, que infelizmente faleceu devido a circunstâncias difíceis. — Como assim, um filho? Isso é impossível! Nunca soube de tal situação. Deve haver algum engano. — Entendo que seja surpreendente, mas os registros apontam essa conexão. Precisamos esclarecer isso para avançar com sua defesa. Pode fornecer mais detalhes sobre sua vida pessoal? — Juro que não tenho filhos. Pode haver algum equívoco nos dados. — Investigarei mais a fundo para confirmar. Enquanto isso, é vital reunir todos os detalhes possíveis sobre sua história para apresentar no tribunal. — Faça o que for preciso. Não posso acreditar que tenho um filho desconhecido. — Entendido. Trabalharemos juntos para esclarecer essa situação e fortalecer sua defesa.— Victoria fala e Ian assinte com a cabeça. A atmosfera na sala fica tensa, enquanto absorvo a notícia de um suposto filho desconhecido. A incerteza se mistura com a urgência de resolver esse enigma que surgiu em minha vida. A conversa se encerra temporariamente, deixando-me mergulhado em pensamentos tumultuados sobre minha própria existência. O guarda retorna e me leva para minha cela. Vou pelo corredor todo pensando nesse possível filho. Ter um filho está fora de cogitação, não posso lidar com isso. Não sei o que será de mim quando sair daqui, imagina eu ter um filho. Dentro da minha cela, passo as mãos pela cabeça e começo a pensar se tive algum relacionamento há dez anos atrás. Lembro-me vagamente de um relacionamento há uma década. As memórias surgem lentamente, como se estivessem cobertas de poeira. Será que poderia existir uma ligação entre aquele passado e a visita inesperada? Enquanto as perguntas ecoam na minha mente, a realidade da situação na prisão continua a pressionar. O futuro incerto se mistura com as possibilidades do passado, deixando-me com um turbilhão de pensamentos. (...) Na cela da prisão, o clima estava carregado enquanto os presos se preparavam para o tempo ao ar livre. A tensão pairava no ar, e eu, impulsionado por uma mistura de frustração e raiva, acabei envolvido em uma briga. O sol lançava seus últimos raios através das grades, iluminando a cena tumultuada. Gritos ecoavam pelo corredor enquanto socos eram desferidos e o tumulto se desenrolava. Cada golpe trocado ressoava, ecoando a atmosfera hostil que permeava o ambiente confinado. Os guardas corriam para conter a confusão, apitando freneticamente para restaurar a ordem. Envolto na batalha momentânea, era difícil distinguir amigos de inimigos naquela dança caótica de punhos e gritos. Ao final da contenda, respirando ofegante, me encontrava no meio da cela, ciente das consequências dessa explosão de violência.
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