Capítulo 6

2213 Words
Capítulo 6 LARISSA WILLIAMS O quarto estava em silêncio, mas o ar parecia pesado, sufocante. O olhar de Ítalo me queimava por dentro. Ele não dizia mais nada, mas não precisava. Seus olhos estavam escuros, quase sombrios. O tipo de olhar que fazia cada célula do meu corpo gritar para que eu parasse, que eu fizesse alguma coisa antes que fosse tarde demais. Eu podia sentir o medo crescendo dentro de mim. Talvez, só talvez, eu tivesse ido longe demais dessa vez. Talvez provocá-lo fugindo hoje não tenha sido a melhor ideia. A forma como ele estava me encarando... era diferente. Mais intenso. Mais perigoso. Por um momento, me perguntei o que ele estava planejando fazer. Eu estava conhecendo um novo Ítalo ... que era possessivo, controlador, mas ver esse lado sombrio dele, assim, de tão perto, fazia meu coração acelerar de um jeito que eu não esperava. "Você brincou com fogo, Larissa," pensei, tentando manter a calma, mas o medo e uma certa excitaçãö estava aqui insistente. Eu tentei abrir a boca para dizer algo, para quebrar o silêncio, mas as palavras se perderam na garganta. Minha mente estava em caos. Eu sabia que precisava falar, tentar resolver aquilo antes que escapasse do controle, mas... o que eu podia dizer? A tensão entre nós era tão forte que parecia preencher cada centímetro daquele quarto. Ítalo estava no limite. Ele se aproximou mais invadindo meu espaço pessoal, ainda sem desviar o olhar. Minha respiração ficou presa no peito. A cada passo que ele dava em minha direção, o ambiente parecia diminuir. Eu não conseguia me mover. "Merda, o que eu fiz?" Quando ele chegou perto o suficiente para que eu pudesse sentir o calor do corpo dele, tentei me afastar, mas antes que eu pudesse sequer pensar em um movimento, Ítalo me puxou pela cintura. O toque era firme, possessivo. Seu corpo colou no meu, e o calor que ele exalava era tão intenso que fez o meu coração disparar de uma forma que eu odiava admitir. Eu estava perdida. — A sorte que você tem, Larissa... — ele sussurrou, a voz rouca e cheia de um desejo contido, — é que eu sou completamente louco por você. E então, antes que eu pudesse sequer processar suas palavras, ele me beijou. Não foi um beijo qualquer. Foi feroz, intenso, desesperado. Um beijo que exigia, que consumia, como se ele estivesse tentando tomar o controle que eu tanto resistia em dar. E o pior? Eu cedi. Minha mente lutava contra o que estava acontecendo, dizendo que aquilo era um erro, que eu deveria empurrá-lo, gritar, mas meu corpo... meu corpo estava em chamas. O medo, a raiva, a tensão acumulada por dias... tudo se misturava em um redemoinho de sensações que eu não conseguia controlar. O toque de Ítalo era como fogo, queimando cada centímetro da minha pele. Eu tentei resistir, tentei me afastar por um segundo, mas ele não deixou. Seus braços apertaram minha cintura com mais força, como se tivesse medo de que eu escapasse. Não que eu quisesse escapar agora. O desejo entre nós estava incontrolável. Eu retribuí o beijo com a mesma intensidade, como se estivesse liberando toda a frustração que havia acumulado desde o começo desse malditö casamento. Meu corpo respondeu antes que minha mente tivesse chance de reagir. O gosto de whisky nos lábios dele se misturava com a fúria e o desejo que queimavam entre nós. E quanto mais eu o beijava, mais eu sentia que não havia mais volta. Ítalo era tudo o que eu queria naquele momento. Toda a raiva, todo o ódio, tudo se transformava em puro desejo. — Ítalo... — tentei dizer algo, mas ele não me deixou completar. Ele me empurrou suavemente contra a parede, seus lábios descendo pelo meu pescoço. Minha respiração ficou pesada, cada toque dele me fazia perder o controle. Eu estava rendida. A verdade é que, no fundo, eu sabia que isso ia acontecer. Desde o momento em que ele me olhou daquela maneira, eu sabia que íamos acabar assim. Era inevitável. — Você quer fugir de mim, Larissa, mas não consegue. — a voz dele era um sussurro rouco no meu ouvido, cheio de certeza. — Porque você sente o mesmo que eu. E ele estava certo. Eu sentia. Por mais que odiasse admitir, por mais que meu orgulho tentasse resistir, o desejo entre nós era inegável. Eu passei as mãos pelos cabelos dele, puxando-o para mais perto, e quando nossos corpos finalmente se colaram completamente, eu soube que estava perdida. Havia algo entre nós que ia além da razão. Algo que eu não podia controlar, não importa o quanto tentasse. — Sai de perto de mim Ítalo — murmurei, tentando soar firme, mas minha voz falhou. Putä que pariu, não posso demonstrar fraqueza agora. Meus dedos se fecharam em punhos ao lado do corpo, a raiva ainda queimando, mas meu corpo traía cada pedaço de dignidade que eu tentava segurar. — Está com ainda raiva? O único que pode sentir raiva aqui, sou eu! — Ele riu baixo, uma provocação carregada de deboche, enquanto seu corpo pressionava o meu contra a parede. Meu coração batia forte, rápido, tentando decidir entre a raiva e o desejo. Suas mãos seguraram meus quadris, os dedos dele firmes e decididos. Eu odiava o jeito que ele me fazia sentir. Odiava o poder que ele tinha sobre mim. — Sai... — Repeti, mais fraco agora, sentindo a resistência se esvaindo a cada segundo que ele ficava aqui. Ele não respondeu com palavras. Apenas abaixou a cabeça, o hálito quente encontrando meu pescoço, os lábios roçando de leve minha pele, como quem testa a temperatura antes de mergulhar. Eu não queria ceder, juro que não queria. Mas minha pele já se arrepiava, o corpo traidor reagindo ao toque dele. Quando Ítalo sugou de leve o ponto entre meu pescoço e ombro, um gemido escapou da minha garganta, traindo todo o discurso que eu tentava manter. — Para, porrä — resmunguei, tentando empurrá-lo, mas minha mão só conseguia agarrar ele. Ele segurou meus pulsos com facilidade, prendendo-os acima da minha cabeça. A força dele era bruta, dominadora, e aquilo só fazia meu sangue ferver mais — e não de raiva. — Tu fala muito, Larissa. — A voz dele era um rosnado baixo, carregado de um desejo que eu conhecia bem. Ele mordiscou meu lóbulo e, putä merdä, eu podia sentir meu corpo já pedindo mais. Mesmo com raiva. Mesmo com a vontade de socar ele na cara por ser tão... ele. — Você é um... um desgraçadö, Ítalo — soltei entre dentes, minha cabeça inclinando involuntariamente para dar mais espaço pra boca dele, os músculos do pescoço relaxando enquanto ele beijava cada pedaço de pele exposta. Eu deveria estar lutando mais. Ele ignorou meus xingamentos, as mãos descendo do meu quadril para minha bundä, apertando com força. Meu corpo deu um leve tranco contra o dele, e eu percebi o quanto estava cedendo. Sentia meu controle escorregando a cada segundo que ele continuava com as provocações. Cada beijo, cada mordida. Ele sabia o que fazia. Sabia exatamente onde tocar, onde apertar. — Eu sei que você está gostando, então colabora tá? — O filho da putä riu, colando mais o corpo no meu, deixando claro o quanto o päu estava duro. Meu silêncio foi a resposta que ele queria. Eu não ia admitir. Mesmo que meu corpo todo estivesse implorando por ele, eu ainda tinha orgulho. Ou pelo menos achava que tinha. Sua mão subiu por debaixo da minha roupa, puxando o tecido com agressividade, revelando minha pele. Eu me mexi de novo, mais por instinto do que por resistência real. Ele me segurou firme, a mão quente agora já acariciando meus seiös. — Não faz isso... — minha voz soou fraca, o desejo dominando cada palavra, cada tentativa falha de resistência. Eu sabia que ele gostava de me ver assim, dividida, querendo tanto quanto odiava o quanto queria. Ele parou de beijar meu pescoço por um segundo, só pra olhar nos meus olhos. Um sorriso torto surgiu no canto dos lábios dele, enquanto ele descia a mão pela lateral do meu corpo, a palma quente queimando cada pedaço de pele que tocava. — Cala a boca, Larissa — ele disse, antes de tomar minha boca com força, o beijo agressivo, cheio de desejo reprimido. Eu lutei por um segundo, minha mente ainda tentando lembrar o motivo da minha raiva, mas minhas mãos já estavam enterradas no cabelo dele, puxando com força. O corpo dele contra o meu, o calor aumentando entre nós. Eu já estava molhada, sentia isso. Malditä fraqueza. A mão dele desceu entre minhas pernas, pressionando exatamente onde eu precisava. Me arqueei contra ele, um gemido escapando da minha garganta, involuntário, traiçoeiro. — Você está molhada pra CARALHÖ, senhora Navarro — ele sussurrou no meu ouvido, com aquele tom de vitória. Eu queria responder, xingar, mas minha boca estava ocupada mordendo meu próprio lábio, segurando o que restava da minha dignidade. Eu queria resistir. Juro que queria. Ele me girou, me pressionando de costas contra a parede agora, e levantou minha roupa com agressividade. Ouvi o som do cinto dele sendo solto, o zíper descendo, e meu corpo reagiu instantaneamente. Eu estava perdida. — Vai tomar no ... , Ítalo... — Eu tentei falar, mas saiu mais como um suspiro, enquanto sentia a cabeça do päu dele me roçando. Eu estava pronta, meu corpo pedindo por isso, mesmo que minha mente ainda quisesse resistir. Ele me invadiu com força, fazendo meus dedos se cravarem na parede enquanto eu soltava um gemido alto. — Porrä, Larissa... — Ele murmurou atrás de mim, sua respiração pesada contra meu pescoço enquanto começava a me f***r contra a parede. Era sempre assim. Firme, bruto, e eu adorava. O choque do corpo dele contra o meu, o som da pele batendo contra pele, os gemidos roucos saindo da minha boca. Eu estava entregue. Ele me segurava firme pelos quadris, me puxando contra ele a cada estocada, sem nenhum cuidado, sem gentileza. E eu não queria gentileza. Queria exatamente isso. O päu dele me preenchia completamente, e eu podia sentir o calor subindo pelo meu corpo, a tensão crescendo cada vez mais rápido. — Me föde feito uma vadiä, sem dó ... — A frase escapou da minha boca sem que eu percebesse. Ele riu, um riso rouco, debochado. — Com präzer ... minha vadiä ... — ele sussurrou, a voz baixa e cheia de malíciä. As palavras dele me acertaram como uma onda de calor, e eu gemi ainda mais alto. — Isso, continua — eu implorei, minha cabeça caindo pra trás enquanto ele continuava a me föder com força, as mãos dele agora segurando meus seiös por baixo da roupa, apertando com violência. Eu estava tão perto. Ele parou por um segundo, só pra me pegar nos braços e me jogar na cama, de bruços. Não houve intervalo, ele estava dentro de mim de novo, a estocada profunda me arrancando um grito. — Porrä, vai... vai... — Eu implorava, os lençóis amassados entre meus dedos enquanto ele acelerava o ritmo, batendo cada vez mais forte. — Vai gözar pra mim, Larissa? — Ele sussurrou, a voz rouca no meu ouvido enquanto me fodia ainda mais rápido. — Sim... sim... CARALHÖ, sim! — Eu gemi alto, o corpo todo tremendo, sentindo o calor se espalhar pela minha barriga. E então veio. Explodindo dentro de mim como uma onda, meu corpo todo se contraindo enquanto eu gozavä, os gemidos saindo incontroláveis da minha boca. Ele veio logo depois, gemendo meu nome enquanto se enterrava fundo dentro de mim, gözando ao mesmo tempo que eu. Eu estava perdida nele. Mais uma vez. Nós fizemos amor como se fosse a última vez. Cada toque era urgente, cada beijo era desesperado. Era como se não houvesse amanhã, como se aquele momento fosse tudo o que importava. Ítalo me devorava com os olhos, com as mãos, com os lábios, e eu não conseguia pensar em nada além do calor que queimava dentro de mim. Aquele não era o amor tranquilo e doce que tantas pessoas sonhavam. Era algo selvagem, cru, intenso. O tipo de amor que machuca, que queima, mas que, ao mesmo tempo, consome completamente. E eu estava no meio desse furacão, perdida, sem saber se algum dia sairia de lá. Cada movimento dele me puxava mais fundo. Eu não sabia o que viria depois, não sabia o que aquilo significava para nós. Mas, naquele momento, nada mais importava. Só havia nós dois, perdidos no meio de um desejo que nos consumia, que nos destruía e nos fazia querer mais. Ítalo me abraçou na cama, e quando nossos corpos finalmente se uniram, foi como se o mundo tivesse desaparecido. Não havia mais provocação, não havia mais resistência. Só havia nós dois, entregues a algo que não conseguíamos controlar. O quarto girava ao nosso redor, as pétalas de rosa espalhadas pelos lençóis, o som da nossa respiração pesada enchendo o espaço. Eu não conseguia pensar em mais nada. E quando tudo terminou, eu sabia que nada seria o mesmo. Eu tinha me entregado completamente, e agora... agora era tarde demais para voltar atrás. Mas isso ele não precisava saber.
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