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VENDIDA AO AMOR

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intro-logo
Blurb

Larissa Williams tinha tudo sob controle... até ser forçada a casar com Ítalo Navarro, o homem que sempre a desejou, mas que ela nunca quis. Para salvar a fortuna da família, Larissa se viu vendida a um casamento forçado e sem amor – ou pelo menos era o que ela acreditava. Rebelde, orgulhosa e determinada a não ceder, Larissa se muda para a Itália ao lado de Ítalo, apenas para descobrir que o homem calmo e equilibrado que ela conhecia se transformou. Ítalo agora é possessivo, ciumento e completamente obcecado por ela, e isso desperta nela um misto de desejo e ódio que a deixa em constante conflito.Enquanto tenta manter sua independência e negar os sentimentos que começam a brotar, Larissa descobre que também não consegue resistir ao charme sombrio e apaixonado de Ítalo. Cada briga entre eles se torna um jogo de poder, cada provocação uma faísca que acende ainda mais o fogo entre eles. No entanto, o casamento deles está longe de ser uma guerra apenas entre dois corações. Entre desejos proibidos, confrontos explosivos e segredos de família, Larissa precisa decidir: resistir ao sentimento que a consome por dentro ou finalmente se entregar ao homem que desperta nela tanto paixão quanto fúria? Em meio a uma relação de amor e ódio, orgulho e ciúmes, um deles terá que ceder – ou perder tudo.Será que o amor pode sobreviver quando o orgulho e a possessividade estão no centro do relacionamento.

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Capítulo 1
Capítulo 1 LARISSA WILLIAMS Eu me olhava no espelho, tentando me reconhecer naquele reflexo. O vestido era perfeito, um verdadeiro sonho. Todo o evento, aliás, parecia saído de uma revista de luxo. A cerimônia que qualquer garota gostaria de ter. Menos eu. Eu, Larissa Williams, a garota que sempre fez o que quis, agora estava sendo empurrada para um casamento forçado. Eu me sentia... vendida. Não tinha outra palavra pra isso. Minha vida toda, eu soube que, em um momento ou outro, meu pai faria alguma besteira. Só não imaginava que seria algo tão grande ao ponto de me colocar como moeda de troca. Meu casamento com Ítalo Navarro era o preço que eu tinha que pagar para evitar a falência da nossa família. E o pior de tudo? Ítalo sempre foi obcecado por mim, desde que éramos adolescentes. Eu nunca dei bola pra ele. Sempre o achei arrogante e controlador, apesar de saber que, no fundo, ele era louco por mim. Hoje, vendo o sorriso no rosto dele enquanto esperava no altar, a confirmação estava ali: Ítalo estava feliz. Eu, nem tanto. — Tá na hora de começar a sorrir, Larissa. — ele sussurrou, se aproximando de mim durante os votos, aquela expressão de satisfação me irritando ainda mais. — Eu já estou perdendo a paciência. Eu queria socá-lo, mas segurei minha raiva, porque afinal, estávamos rodeados de centenas de convidados, todos assistindo à nossa cerimônia perfeita. A festa dos sonhos de qualquer noiva... mas que pra mim, não passava de uma prisão. A cerimônia passou voando, mas minha mente estava presa em um loop de indignação. Cada sorriso falso que eu dava para as fotos me fazia sentir ainda mais sufocada. Quando a festa finalmente começou, eu já não aguentava mais. Se era pra fingir que estava feliz, então eu ia fazer do meu jeito. " Bebida e Rebeldia " O salão de festas estava deslumbrante. Flores, luzes suaves, música ao fundo. Todos os nossos amigos e familiares estavam ali, brindando à "nossa felicidade". Mas a única coisa que eu conseguia pensar era: Que felicidade? Me afundei na primeira taça de champanhe que encontrei. Depois de algumas rodadas, a amargura dentro de mim parecia estar ficando mais leve. O gosto do álcool era como um alívio temporário, me dando coragem pra ignorar o fato de que eu tinha acabado de me casar à força. Me juntei aos meus amigos na pista de dança, e a música alta era tudo o que eu precisava para desligar meus pensamentos. Uma música atrás da outra, eu girava, ria, e bebia. Se era pra ser a noiva, eu ia aproveitar do meu jeito. — Amiga por favor, não seja assim, Ítalo não merece, você sabe que ele não teve culpa. — Vick falou preocupada, eu queria dizer que realmente ele não teve culpa sozinho que o filho da putä do marido dela e amigo do meu irmão teve, mas eu sabia que ela ia ficar chateada e Vick não merecia. — Só estou aproveitando Vick, bebi um pouquinho também. — Falei pegando e entregando uma taça para ela e saindo de perto dela. Eu sabia que Ítalo estava de olho em mim. Sentia o peso do olhar dele cada vez que eu me aproximava demais de um dos meus amigos ou ria um pouco mais alto. Ele odiava isso. Eu podia ver a frustração crescendo nos olhos dele a cada brinde que eu fazia . Mas eu não ligava. Eu dançava como se estivesse sozinha no mundo . — Você está linda! — Um dos meus amigos sussurrou no meu ouvido dançando comigo, aí foi a vez do meu pai e o meu irmão vir me encher o saco . — Já chega Larissa! — Meu pai falou nervoso. — Lari, da para você se controlar? — Eu ignorei eles e virei para o meu amigo . — Quendo eu me divorciar, talvez eu te dê uma chance. — Falei deixando os três para trás . Peguei mais uma taça e virei de uma vez ... Eu não podia evitar, era a única maneira de esquecer o que estava acontecendo. Meu coração estava dividido entre o ódio por aquela situação e ... um incômodo estranho que eu não queria admitir. Ítalo me desejava, e por mais que eu odiasse admitir, o ciúme dele me afetava de alguma forma. — Larissa, chega de bebida. — Ítalo se aproximou, sua voz baixa, porém firme. Ele segurou meu braço, mas eu ri e me desvencilhei, pegando mais um drink . — Relaxa, marido. Hoje é a nossa festa, né? — respondi, com sarcasmo, e voltei para a pista de dança com meus amigos . Senti o sangue de Ítalo ferver. Ele estava prestes a explodir, mas eu não queria parar. Era a minha única forma de me sentir no controle de algo, mesmo que fosse por algumas horas. Eu não ia deixar ele me mandar desde o primeiro dia . Foi então que a situação saiu do controle. Ítalo cruzou o salão, o maxilar travado de raiva. As pessoas em volta começaram a notar, mas ele não se importava mais. Ele me puxou pela cintura, com uma força que não era carinhosa, mas possessiva . — Larissa, acabou a brincadeira. A festa termina agora. — ele sussurrou entre os dentes, tentando manter a aparência calma, mas eu conhecia aquele tom. Ele estava explodindo por dentro. Eu dei uma risada debochada. — Tá louco? Ainda nem são meia-noite! — Não me testa, Larissa. — Ítalo me encarou com uma intensidade que me deixou sem ar por um segundo, e antes que eu pudesse retrucar, ele me pegou pelo braço e me arrastou para fora da pista de dança. Minhas amigas olhavam com um misto de surpresa e preocupação, mas ninguém ousava dizer nada. Ítalo era intimidador quando queria. Eu ainda tentava me soltar, mas ele estava decidido. A festa acabaria mais cedo, do jeito dele. Eu estava prestes a gritar com ele quando ouvi sua voz baixa e ameaçadora: — Estamos indo para a nossa lua de mel agora. Você teve sua diversão, agora é minha vez. — Ítalo não estava pedindo, estava declarando. Veneza. Nosso destino para a lua de mel. De repente, tudo pareceu ainda mais real e opressor. — Eu odeio você. — cuspi as palavras, mas até eu mesma sabia que não era só isso que eu sentia. Não era só ódio. Não podia ser. — Não odeia não, Larissa. — ele disse, me puxando com mais força, a voz carregada de ciúmes e desejo. — E quando chegarmos em Veneza, vou te provar isso.

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