Dez

1551 Words
Sam Saio da vacinação com o sol se pondo, sigo direto para a minha casa, estou faminta e cansada. Hoje o trabalho foi intenso, mas valeu muito a pena! Principalmente porque o Jacob já havia me chamado para dar uma ida na Salth para descontrair! Fiquei na dúvida, porém acabei aceitando. Por puro nervosismo acabei convidando a todos para ir e Amos aceitou na hora e no fim todos da nossa equipe resolveram ir também. Quando o Jacob disse que passaria em casa para me buscar, disse que iria com a Kimberly e que nos encontraríamos lá. Jacob insistiu para eu ir com ele, mas a covarde que existe em mim deu pra trás. Agora estou arrependida. Chego em casa e entro pela área de serviço para deixar a minha bota e a minha roupa suja por ali. Entro em casa e vou direto à geladeira pegar um copo de água e ver o que tem para comer, e vejo que a mamãe fez o meu bolo preferido. Gemo de puro prazer assim que levo um pedaço de bolo de cenoura com cobertura de chocolate na boca. Hum! Hum! Isso é bom! muito bom! Vou para meu quarto e entro nele. E a primeira coisa que faço é me despir para entrar no banheiro, preciso de um banho longo e frio! O calor está matando, porém nem essa água fria é capaz de esfriar o calor que sinto só de pensar no Jacob! Suspiro fundo e saio do banho para me arrumar e ficar linda porque a noite hoje promete e eu estou muito animada. Visto uma calça bem colada que me deixa com o bumbum empinado, calço uma bota de saltinho e um top branco e deixo meus cabelos solto com cachos perfeitos, capricho na maquiagem e passo um batom vermelho. Antes de sair olho no espelho me fico admirando com o que vejo. Saio de casa e Amos e Kimberly já me esperam, entro no carro e seguimos rumo ao bar do seu Nick. Quando chegamos o local já estava praticamente lotado, uns dançando, outros jogando sinuca e bebendo. Entramos e encontramos uma mesa vazia por pura sorte, sentamos e fizemos nossos pedidos, eu e Kimberly pedimos cerveja e o Amos ficou no refrigerante porque estava dirigindo. Antes de nossas bebidas chegarem, Kimberly me chama para ir ao banheiro e eu quero falar com ela a respeito do que estou sentindo em relação ao Jacob. — Essa ansiedade toda é por causa do patrãozinho não ter chegado ainda? — Ela me provoca e eu sorrio respirando fundo. — Sim! Quando estou perto dele sinto meu corpo inteiro ficar em chamas e eu nunca senti algo assim. — Confesso um pouco sem jeito, mas tudo bem porque ela é a minha melhor amiga. — Tem certeza que quer se envolver com ele? — Ela pergunta parecendo preocupada — Sabemos que ele tem fama de mulherengo e que abomina relacionamento. — Como se eu estivesse falando que quero me casar com ele! — Rebato revirando os olhos, mas com um sentimento estranho dentro do peito que prefiro ignorar — Aff! — Assim sendo! Só não quero te ver sofrer! — Ela diz preocupada e eu sorrio um pouco — Vem, vamos voltar para mesa e ver se o patrãozinho voltou. — Como estou? — Pergunto, olhando no espelho enorme à minha frente. — Linda! — Ela responde parecendo sincera — Vamos? — Vamos — Respondo sentindo uma agitação estranha. Saímos do banheiro em direção a nossa mesa, me distraio olhando para a entrada quando sinto um esbarrão no meu braço, me viro e dou de cara com a entojada da Caroline, antes falar qualquer coisa ela me olha de cima para baixo com cara de nojo e grita com aquela voz de gralha! — Não vê por onde anda garota? — Ela pergunta em um tom rude, mas eu não estou com ânimo para brigar, apenas ignoro. Dou de ombros e sigo a Kimberly de volta à mesa, quem ela pensa que é para gritar comigo daquele jeito? Mas antes mesmo de me sentar, Kimberly fica me encarando. — Porque aquela uma gritou com você? — Ela indagou, arqueando uma sobrancelha. — Nos esbarramos e do nada ela se acha no direito de gritar comigo. Estou indignada! — digo já me sentando de frente para a entrada e dou um gole grande em minha cerveja para relaxar um pouco, estou muito tensa. Quando vou levar minha long. Nick na boca vejo Jacob entrar, lindo! Um príncipe. Sorrio quando nossos olhares se encontram, e ele corresponde com um sorriso, me levanto para ir até ele, mas antes que eu possa chegar perto, a Caroline surge em sua frente abraçando-o e lhe dá um selinho. Sinto meu rosto esquentar de tanta vergonha por fazer papel de i****a, é óbvio que ele estava sorrindo para Caroline e não para mim. Desvio do caminho que eu estava fazendo e vou para a mesa de sinuca, começo a jogar com o Anthony. Brincamos algumas partidas e bebo muito para esquecer o vexame. Sempre que olho discretamente para Jacob ele está me observando. Paro de jogar e resolvo voltar para mesa, para servir de vela para Kimberly e Amos, antes que eu atinja meu objetivo sou abraçada por um colega que não via a tempos. Ele me segura pela cintura, me cumprimenta saudosamente e eu fico muito grata ao universo por essa companhia, começamos a dançar, sorrio como seu atrevimento e agradeço outra vez mentalmente por Antônio ter aparecido. — Como conseguiu me achar? — Pergunto um tanto curiosa — com certeza não foi por acaso ou foi? — Fui lá na fazenda estava morto de saudades de você, de jogar conversa fora e lógico comer aquelas coisas gostosas que Mary faz. Hum! — Ele diz, olhando para Anthony e eu finjo que essa frase não tem um duplo sentido. — E claro minha mãe disse onde eu estava e você pelo jeito não perdeu tempo. — Digo em um tom divertido e ele dá de ombros sorrindo. Eu e Antônio cursamos veterinária juntos, os pais dele tem uma fazenda há alguns quilômetros da fazenda Howard Ranch. Desde que nossos olhares se cruzaram nunca mais nos desgrudamos, temos uma amizade verdadeira! Antônio é gay não assumido, a família é preconceituosa, os pais dele apostam que ainda vamos nos casar! Sorrio desta ideia tosca dos pais dele. Volto a realidade quando levo um pisam no pé e vejo Jacob dançando com aquela sirigaita! Que sorri com deboche para mim. Engulo em seco todo o ódio que estou sentindo e chamo Antônio para irmos pra mesa beber até não aguentar mais. — Quem é ele? — Antônio pergunta sendo muito direto. — Ele quem? — Respondo me fazendo de desentendida. — Não se faça desentendida Sam! Conheço você melhor que a mim mesmo, e vendo essa tensão posso afirmar que você está com ciúmes, é isso mesmo, Sam? — Ele questiona e eu engulo seco para evitar ter que responder — Sam? — Não estou ciúmes! — Me defendo e suspiro — Apenas magoada! Esse babaca é o filho do meu patrão e tivemos uma semana intensa de vacinação. E estava programado, ficamos de reunir aqui para termos uma noite descontraída e o i****a não desgruda daquela garota nem para falar um oi ou coisa assim. — Digo com um nó na garganta. Seguro firme a mão do meu amigo e sigo em direção à nossa mesa. Assim que sentamos chamo o garçom e peço duas cervejas, Kimberly me olha e segura minha mão em um consolo silencioso. Sei que ela sabe o que estou sentindo nesse momento. — Boa noite a todos! Me viro incrédula, como só agora ele tem a cara de p*u de aparecer? E ainda com a Caroline ao seu lado? Respiro fundo e dou a ele meu melhor sorriso e nesse momento Antônio põe o braço no meu ombro em uma medida de proteção, fico aliviada. Jacob olha para meu amigo com fúria no olhar. Quase posso rir de raiva, como se ele tivesse o direito de sentir fúria por alguma coisa. — Boa noite! — Respondemos em uníssono. Olho para Kimberly que entende o que quero só com o olhar, ela levanta e me chama para ir ao banheiro. — Como assim o babaca te chama para vir, e depois ficar o tempo todo grudado naquela uma? — Ela pergunta incrédula, e eu me sinto assim também — Eu não acredito! — Eu o odeio! Como fui i****a por achar que Jacob estava interessado em mim, a filha da cozinheira. — Digo completamente magoada — A melhor coisa que eu tenho para fazer agora, é ir embora, não aguento mais essa situação humilhante. — Vou chamar o Amos para irmos— A Kimberly se dispõe e eu suspiro negando. — Não! Vocês ficam e aproveita a noite eu vou com Antônio. Voltamos para a mesa e eu me despeço de todos, beijo a bochecha de Kimberly e desejo-lhe boa noite, dou mais uma olhada na direção do Jacob e chamo Antônio para irmos para a minha casa. Eu só quero me jogar na minha cama e esquecer o fracasso que foi essa noite, deletar da memória a enorme frustração que eu estou sentindo.
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