Capítulo Onze A comida na minha boca perde toda a doçura. Seus pais estão mortos? Imagino um pequeno Art, órfão, e um nó se forma em minha garganta. — Sinto muito. Ele me dá um sorriso tenso. — Tudo bem. Não, não está. Estendo a mão e cubro sua mão grande com a minha. — Posso perguntar o que aconteceu? Ele levanta um ombro largo em um encolher de ombros. — Foi um acidente de ônibus. Soube dos detalhes em artigos de notícias quando fiquei mais velho. O motorista perdeu o controle em uma estrada gelada e o ônibus bateu em um caminhão, matando meus pais e vários outros passageiros. Eu aperto sua mão. — Eu sinto muito. — Não se preocupe com isso. Foi há muito tempo. Eu mordo meu lábio. — Então... você foi criado por parentes? — O governo, na verdade — Ele diz enquanto eu puxo minha m

