Capítulo Dois - 1

941 Words
Parte 1... Jessé entrou no quarto de cabeça baixa, pisando forte e foi logo falando. _ Desculpe entrar apressado assim, Vitor, mas estou um pouco preocupado. Vitor ficou nervoso e deu um pulo rápido para ficar na frente dela, assim impedir o irmão de vê-la. Só teve tempo de puxar a calça para cima e nem pegou a camisa, ficando descalço com cara de i****a na frente dela, inchando o peito para tentar escondê-la. _ Cara, desculpe ir entrando, mas será que você sabe da Juliana? - tirou o chapéu de couro marrom e bateu na perna, levantando o rosto _ Ela não voltou para casa ontem depois da festa e a Briana se preocupou muito, já que ela não tem costume de fazer isso. Ainda mais sem avisar e depois de uma festa como a de ontem à noite em que ela... Ele parou de falar quando percebeu que havia outra pessoa atrás de Vitor, encolhida no canto da cama. Percebeu que tinha cometido uma indiscrição. _ Cara, me desculpe, não deveria ter entrado assim sem esperar você abrir a porta - disse sem jeito. Jessé se virou para sair do quarto logo, quando um vestido jogado no chão chamou sua atenção. Ele franziu a testa. Conhecia aquele vestido. Seu rosto mudou de expressão e virou de novo para Vitor. Deu um passo adiante e viu alguém atrás dele. Apertou os olhos. Inclinou um pouco a cabeça e então seus olhos aumentaram ao ver que era Juliana encolhida, puxando o lençol sobre o corpo. Ele olhou de novo para Vitor, apenas de calça e sua mente então registrou a cena íntima que estava diante de seus olhos. Os dois na cama. Não precisou de muito tempo para captar o que era. Sentiu o rosto aquecer. _ Seu... Filho da puta... Jessé então pulou sobre Vitor na cama e com o punho fechado e com toda a raiva do momento o acertou em cheio, não lhe dando tempo de desviar. Vitor ainda rolou rápido de lado, mas quando sentiu a força do punho, cambaleou e acabou pulando da cama, recuperando o equilíbrio e se preparando para um novo golpe, erguendo os punhos também em defesa. Juliana ficou horrorizada com a atitude do irmão. Ela já o tinha visto com raiva, mas nunca agredindo outra pessoa e acabou gritando. _ Jessé! - gritou apertando o lençol _ Pare com isso! Não adiantou nada pois o irmão foi pra cima de Vitor de novo e de cara fechada com raiva. _ Pare, por favor! Vitor deu um passo para trás e ergueu as mãos na frente do corpo, tentando parar o homem nervoso e o grito estridente de Juliana chegou a apertar um botão em sua cabeça que já estava dolorida e isso só aumentou o desconforto. Não queria brigar. _ Espere um pouco, Jessé! - falou alto. Ela voltou a gritar para que parasse e ele travou o passo, ainda de cara f**a e punhos cerrados. _ Calma, homem... _ Que p***a você fez? - gritou com raiva. O senso de p******o da irmã mais nova estava alerta a toda, gritando dentro de sua cabeça que ela precisava dele. _ Posso falar? - Vitor foi abaixando as mãos. _ Falar o que? Você pensa que é quem, para fazer o que fez... Com minha irmã - falou alto o final da frase. Os dois estavam ofegantes devido a reação repentina e as emoções que saltaram do nada, mais ainda Vitor que além da ressaca agora tinha um queixo dolorido também. _ Se me deixar falar, posso explicar. Vitor apertou o queixo dolorido e mexeu de um lado para outro. Não estava quebrado, mas com certeza teria um roxo em breve e ficaria dolorido um tempo. Ele só não sabia como começar a explicar o que Jessé estava vendo ali. Nem mesmo ele sabia como foram parar nessa situação e agora o que menos queria era aumentar a raiva do homem à sua frente. Só que ele tinha dormido com sua irmã e isso por si só já era motivo de ódio. Teria que ter cuidado com o que ia falar para não piorar a situação ridícula em que estava. Nem pensar ele poderia dizer que foi um engano ou talvez Jessé o enchesse de p*****a de novo e teria que se defender. Ou seja, seria praticamente uma luta de MMA. Jessé ainda soltou um xingamento pesado antes de aceitar que ele se defendesse, sempre de punho cerrado. _ É melhor que seja uma boa explicação, Vitor, ou você está ferrado comigo. Nós confiamos em você. Ela só tem vinte e um anos, p***a! Vitor sabia bem disso. Engoliu em seco e respirou fundo se sentindo um i*****l. _ Eu sei disso - abaixou as mãos. Vitor não ligava para a questão da idade quando saía com outras garotas, mas com Juliana era diferente, por vários motivos e um deles estava ali, parado o olhando f**o. Vinte e um anos para uma garota vivida não queria dizer nada, mas para alguém como ela, super protegida pela família, era outra coisa. Se sentiu m*l, apesar de saber que não foi o único culpado, mas deveria admitir isso. _ Se sabe, por que diabos você... _ Olha só, eu estou bem aqui - ela disse chateada _ E se puderem, falem comigo, não sobre mim. Nenhum deles deu importância ao que ela disse e nem mesmo a olharam. Juliana apertou os lábios chateada e cruzou os braços, balançando a cabeça. Jessé também baixou os punhos ao lado do corpo. Iria dar uma chance de explicação para ele. _ O que infernos você estava pensando, cara?
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD