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23 As outras mulheres deviam já estar em seus alojamentos, trancadas como sempre. Elas nem imaginavam o que havia acontecido naquela noite. E Maria queria manter assim. Ela atravessou um corredor lateral e empurrou uma porta de ferro enferrujada. Um pequeno almoxarifado. As prateleiras eram baixas, lotadas de objetos inúteis: cordas velhas, ferramentas gastas, lâmpadas queimadas e pedaços de madeira. Mas o que ela procurava estava ali. Toalhas. Cobertores. Qualquer coisa que pudesse aquecer a estranha. Achou. Pegou duas toalhas grossas e dois cobertores de lã. O coração batia acelerado. Mas então parou. O que faria agora? Para onde levaria aquela mulher? Não podia simplesmente levá-la para os alojamentos femininos. As outras poderiam ver. E, pior, alguém poderia denunciá-la. Mari

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