Maria já conhecia bem o dono do navio. Ele era justo, mas também pragmático. Nunca arriscaria uma guerra no mar por uma única pessoa. E se os traficantes descobrissem que a mulher estava no navio e exigissem o retorno dela? O que Renato faria? A resposta era óbvia. Ela engoliu em seco e encarou a mulher, que ainda a olhava com puro desespero. Maria precisava ajudá-la. Agora. Então, segurou a mão dela firmemente e falou devagar, escolhendo bem as palavras. "Você precisa se trocar e se esconder." A mulher piscou algumas vezes, confusa. Ela parecia reconhecer a língua, mas não conseguia responder. Maria percebeu. O trauma havia bagunçado a mente dela. Mesmo que entendesse inglês, seu cérebro não conseguia processar as palavras corretamente. "Você não pode ficar aqui." Maria contin

