Nada mais importava a não ser a sobrevivência…
Nicole sentia o peso das mãos que a empurravam para frente. Seus músculos estavam tensos, os nervos disparados como se cada fibra de seu corpo estivesse pedindo por uma reação. Quando o homem avançou para tirá-la do lugar, ela se forçou a permanecer de pé. Seus olhos queimavam de raiva e desespero, mas mais do que isso, ela sentia uma chama de resistência. Ela não era uma mercadoria. Não seria tratada como tal.
"Não danifique a mercadoria", disse um dos homens, com um tom ríspido, como se estivesse lidando com um objeto e não com uma pessoa.
Essas palavras, em vez de amedrontá-la, a impulsionaram. Nicole se jogou para trás, tentando manter sua posição. Seu coração batia forte no peito, mas algo dentro dela se acendeu. A raiva e o pânico se misturavam, mas ela não se deixaria dominar.
Ela se afastou um passo, tentando se livrar das mãos que a agarravam.
"Eu não sou sua mercadoria!" ela gritou, sua voz abafada pela pressão que sentia.
Mas os homens não pararam. Eles se aproximaram mais, com força bruta, puxando-a de volta para o centro. Ela tentou resistir com todas as forças que ainda lhe restavam. Suas mãos, suadas e trêmulas, tentaram agarrar o que podia: um pedaço de tecido, um ponto de apoio. Mas não havia nada.
Nicole sentiu o corpo sendo puxado, sua roupa sendo rasgada em partes. Com um grito de desespero, ela se jogou para o lado, tentando escapar da situação. Um dos homens segurou seu braço com firmeza, e ela o mordeu com toda a força que tinha. Ele gritou de dor, mas não a soltou. Ela se contorceu, tentando derrubá-lo, enquanto outro homem segurava seu tornozelo.
Com um movimento desesperado, ela se virou e deu um forte chute no peito de um dos sequestradores. O impacto foi suficiente para jogá-lo para trás, mas ele não caiu. Ele a puxou pelos cabelos com força, fazendo-a cair de joelhos.
Nicole respirava pesadamente, os olhos fixos no chão, o rosto contorcido de dor. Ela não ia desistir. Cada grito, cada insulto, cada tentativa de controle, apenas alimentava sua luta. Ela mordeu o braço de um dos homens que estava tentando virar seu corpo, e ele soltou um palavrão de dor. Ela conseguiu se mover para o lado, mas antes que pudesse reagir, mais dois homens a seguraram pelos braços, imobilizando-a.
Sua resistência estava ficando mais fraca. As forças se esvaíam à medida que a luta se intensificava, mas Nicole não iria parar. Mesmo que tivesse que lutar até o fim, ela não ia deixar que isso acontecesse.
Mas o número de homens era demais. Cada tentativa de se soltar era frustrada, cada movimento, uma batalha perdida. Ela foi forçada a ceder, seus braços sendo presos atrás das costas enquanto os homens a seguravam, imobilizando-a completamente.
Nicole estava exausta. O suor escorria por seu rosto, seus músculos doíam e seus pulmões estavam consumidos pela falta de ar. Ela não conseguia mais se mexer, seu corpo estava tenso, mas sua mente continuava gritando.
Mas havia uma força dentro dela que não se apagaria. Mesmo ali, naquela dor e humilhação, ela sabia que a luta não estava perdida. Ela não seria destruída por aquele momento. Ela não se renderia.
Suas roupas de baixo finalmente foram arrancadas, sem piedade alguma , suas pernas afastadas na base da força e a velha se meteu entre suas pernas afastando seus labios vaginais e então deu um sorriso de escárnio e disse:
“A Chucra é virgem”
O homem que parecia ser o chefe explodiu em uma gargalhada, pois ganharia uma pequna fortuna com Nicole, alem dela tinha mais uma virgem, isso era como um tessouro para onde estavam indo , mas Nicole seria uma joaia rara, alem de linda, era rebelde e ainda por cima virgem.
Os homens, satisfeitos por finalmente tê-la subjugada, começaram a afastar-se, mas Nicole não os olhou. Seus olhos estavam fixos em um ponto distante. O medo ainda estava lá, mas também havia algo mais. Uma promessa silenciosa de que, se houvesse uma saída, ela encontraria.
O que quer que acontecesse a seguir, Nicole sabia que não estava derrotada. Ela sobreviveria a isso. Ela resistiria, por mais que sua carne e mente estivessem exaustas.
Enquanto os homens a deixavam sozinha, Nicole ficou ali, imóvel, mas com uma chama de fúria e esperança queimando dentro de si. Ela sabia que, algum dia, encontraria uma forma de escapar. Mas naquele momento, tudo o que ela podia fazer era esperar e lutar com sua alma, não com seu corpo.
O jogo não tinha terminado. Ela ainda não havia perdido.
Quatro dias haviam se passado desde o caos, e o salão onde as meninas estavam presas agora se tornara um espaço de desespero silencioso e crescente. O tempo parecia se arrastar, cada segundo pesando como uma eternidade, cada respiração delas carregada com uma sensação de impotência.
O ambiente, que antes parecia simples, agora era sufocante. O calor estava insuportável. Não havia janelas abertas, o que fazia o ar ficar denso e viciado, aumentando o desconforto. O som das ondas batendo contra o casco do navio se misturava ao som da ansiedade crescente. A sensação de estar em movimento constante, de não saber para onde estavam indo ou o que viria a seguir, deixava o ambiente ainda mais tenso. O mar, que antes parecia ser um espaço de liberdade, agora se tornava um adversário imponente, cada onda um lembrete da impossibilidade de escapar.
Nicole observava suas companheiras, cada uma lidando com a situação à sua maneira. Algumas estavam em silêncio absoluto, suas mentes distantes, talvez tentando fugir da realidade. Outras estavam mais agitadas, os olhos vidrados pela falta de esperança, como se o espírito delas estivesse se desfazendo pouco a pouco.
Uma das meninas, Lara, parecia estar definhando. Sua pele estava pálida, e seus olhos, cansados e com olheiras profundas, demonstravam um sofrimento que não conseguia esconder. Ela estava constantemente se queixando de náuseas, m*l conseguia manter a comida no estômago. A cada dia, parecia mais fraca. O que antes era um leve enjoo agora se transformava em algo mais grave. Ela se deitava no chão, a testa fria e suada, e chorava baixinho, como se seu corpo estivesse se entregando a algo que não conseguia controlar.
Nicole observava Lara com um nó no estômago. O olhar da amiga estava vazio, sem a força de antes. Ela se sentia inútil por não poder ajudar. Não sabia o que estava acontecendo, mas não era apenas o enjoo de um mar agitado. Algo estava errado, e ela não conseguia entender o que era.
O movimento do navio parecia aumentar a cada hora. As ondas batiam com mais força, fazendo o barco balançar intensamente, o que piorava o estado das meninas. O som do mar estava mais alto, mais ameaçador. Nicole sentia o estômago revirar com o balanço, mas mantinha-se firme. Tinha de estar alerta, precisava estar atenta ao que acontecia ao seu redor.
"Eu não posso mais ficar aqui...", Lara sussurrou em um momento, sua voz trêmula. Ela parecia mais fraca do que nunca. "Eu não aguento mais...". Seu corpo parecia estar se fechando, os músculos já sem forças para resistir à constante pressão das ondas.
Nicole se aproximou, mas não sabia o que fazer. Não havia médico a bordo, e nenhum dos sequestradores parecia disposto a dar a mínima para o sofrimento delas. O medo de que a situação de Lara piorasse tomava conta de Nicole, e a impotência era como uma âncora pesada no peito dela.
O olhar de Nicole, embora endurecido pela luta constante, agora estava marcado pela dor. Ela se sentava em um canto, seus pensamentos girando freneticamente. Cada balançar do navio parecia um lembrete de que estavam se afastando mais e mais do que poderiam ter sido, do que tinham sido. O mar agora parecia um inimigo imenso, sem piedade, como se estivesse tentando engoli-las. O tempo não ajudava. Cada dia sem uma saída a fazia sentir que havia sido deixada em um túnel escuro, sem luz no fim. O medo não era mais uma sombra distante; agora, ele estava em seu rosto, com um peso tangível.
O som da porta sendo aberta interrompeu seus pensamentos. Nicole levantou os olhos rapidamente, mas o que viu a fez se encolher ainda mais no canto. Os homens estavam de volta. Um deles falava em uma língua incompreensível, o tom ríspido, sem paciência. Pareciam mais agitados, mais impacientes. O mar e o balanço do navio agora pareciam mais violentos, talvez o suficiente para alterar até mesmo seus nervos.
“Estamos cada vez mais longe. Não se preocupem, meninas. O que está para acontecer será inevitável”, disse um dos homens, com uma expressão que Nicole não conseguiu decifrar.
Não havia dúvida: eles estavam indo para águas mais profundas, mais distantes. Eles estavam em águas internacionais. Agora, tudo parecia mais real, mais aterrorizante.
Nicole sentiu um calafrio. O desespero das garotas parecia aumentar a cada momento, como um eco que reverberava nas paredes do salão. O medo tomava conta de todas elas. Algumas estavam chorando, outras estavam em um silêncio devastador, esperando pelo próximo movimento dos homens. Mas Nicole se manteve quieta, os olhos fixos na porta. Sua mente estava em frenesi, buscando qualquer possibilidade de fuga, qualquer brecha para escapar. Ela sabia que, por enquanto, não podia fazer nada. Mas dentro de si, uma coisa estava clara: a luta não acabaria aqui. Não importava o que acontecesse, ela não desistiria.
A situação parecia se intensificar a cada hora que passava. O navio parecia mais descontrolado, e o som do mar parecia mais profundo, mais ameaçador. As meninas estavam se deteriorando aos poucos, e Nicole não podia fazer nada. Sua força estava sendo testada em uma medida que ela nunca imaginou, e embora a situação fosse desesperadora, ela não podia deixar a esperança desaparecer.
O dia passou lentamente, e a noite trouxe consigo mais uma onda de incertezas. O que aconteceria a seguir? E o que poderia ser feito para escapar dessa prisão flutuante? Tudo o que Nicole sabia era que o tempo estava se esgotando.