O Pesadelo dos Mares era um nome apropriado para aquele navio. Cortando as águas escuras do Mar do Norte, ele parecia mais um monstro saído de uma história de terror do que uma embarcação comum. Seu casco n***o, marcado pelo tempo e pelas tempestades, escondia os horrores que ocorriam a bordo. No convés principal, sob a luz fraca das lâmpadas amareladas, Victor Salazar caminhava de um lado para o outro, furioso. A idade já lhe pesava no corpo, mas sua presença continuava imponente. Ele era um homem na casa dos cinquenta anos, alto, de ombros largos e cabelo escuro salpicado de fios grisalhos. Seu rosto era marcado por rugas de preocupação e malícia, e seus olhos, pequenos e astutos, estavam carregados de uma fúria que poucos ousavam encarar. Ele segurava um copo de uísque, mas o líquido

