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Tiago sentia o chão sumindo sob seus pés enquanto era arrastado para fora da casa de máquinas. Os dedos do homem que o segurava eram como um grilhão em sua camisa, o tecido se esticando e cortando sua pele conforme ele era puxado com brutalidade. Seus sapatos raspavam contra o metal molhado do chão, cada passo forçado o levando para mais perto de sua condenação. Ele sabia o que acontecia com traidores. Ainda que Renato fosse um homem calculista e frio, a tripulação não perdoaria um sabotador. E, em alto-mar, não havia juízes, tribunais ou segunda chance. Havia apenas o mar — e um corpo desaparecendo nele. O pânico se infiltrou em sua mente como veneno. Ele precisava agir. E foi então que viu. Um relance. Um detalhe. A porta da casa de bombas estava entreaberta. Entre as sombras da

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