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O pânico era uma fera descontrolada dentro de Nicole. Seu coração batia contra as costelas como um tambor de guerra, seus pulmões pareciam fechar-se, recusando-se a aceitar o ar pesado e úmido do ambiente. As mãos ásperas dos homens a seguravam com força, arrastando-a sem nenhuma delicadeza pelos corredores metálicos do Sereia Sangrenta. Cada passo ecoava com brutalidade, as botas pesadas da tripulação martelando o chão, o rugido da tempestade preenchendo os espaços vazios com trovões e assovios aterrorizantes do vento. Ela entendia o suficiente do que estavam dizendo. Não todas as palavras. Mas o suficiente. Eles estavam acusando-a. Falavam sobre sabotagem, sobre traição. Ela queria gritar, queria dizer que não tinha feito nada, mas sua voz estava presa na garganta, afogada pelo d

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