A escuridão ainda pairava sobre a ilha como um véu denso, ocultando seus mistérios e seus perigos. O céu, antes coberto por nuvens pesadas, começava a se romper em frestas delicadas, permitindo que fios de luz dourada se infiltrassem pela linha do horizonte. O mar, agora mais calmo, refletia os primeiros raios tímidos do sol, transformando a água escura em um manto de tons azulados e prateados. As ondas vinham e iam suavemente, acariciando a areia úmida, como se sussurrassem segredos em uma língua antiga. A brisa, antes cortante, agora soprava com um toque mais suave, trazendo o cheiro salgado do oceano e um leve aroma de vegetação distante. No meio daquele cenário selvagem e inexplorado, uma figura permanecia estirada na areia, entre a vida e o esquecimento. Nicole. Seu corpo doía em

