Nicole estava sentada na areia, os braços envolvendo os próprios joelhos, o corpo dolorido e exausto. O sol começava a surgir no horizonte, um espetáculo de laranja, dourado e vermelho que tingia o céu antes azul-escuro. Era o renascimento do dia. A brisa salgada soprava contra sua pele, carregada com o cheiro forte do oceano e da vegetação úmida ao seu redor. O som das ondas quebrando na costa era constante, mas agora, sem o desespero de lutar contra elas, parecia quase hipnotizante. Ela estava viva. Era um milagre. A última coisa que se lembrava era de se debater na água, a tempestade rugindo ao seu redor, a força do oceano quase a levando para o fundo. Tudo mais era um borrão de escuridão, medo e frio cortante. Agora, no entanto, estava ali, deitada na areia de uma ilha que jamais

