a versão de Caio

1226 Words
Caio se lembrava de poucas coisas dos seus primeiros anos. Lembrava do pai preso e algemado em um quarto em casa. De chamar Giselle de mãe e Michelle de tia, Marcos de tio. Contou que quando fez sete anos, se lembrava de mais. Se lembrava de Michelle sempre estar em casa e tio Marcos e Giselle resolver as coisas da família. De Marcos fazendo um papel de pai e Michelle de mãe para ele. E que Giselle, a mãe, sempre falava coisas horríveis como: ele não era filho dela, só de Henrique. Ele era filho de uma bruxa brasileira que enfeitiçou o pai. Henrique estava preso pra não fugir atrás dela de novo! As vezes assistia às torturas que a mãe fazia com o pai. E um dia, a mãe o levou para assistir uma coisa horrível. Viu o pai sendo estuprado por 4 homens ao mesmo tempo. Mas normalmente, o pai estava drogado e alheio ao que lhe acontecia. Naquele dia, os efeitos das drogas estavam passando. Henrique tinha consciência do que lhe acontecia quando viu o filho lá, assistindo sua humilhação. Henrique pirou e gritou a noite toda por ele, que correu. No outro dia de manhã, ficou calado e tio Marcos o levou pra piscina para distrair. Dentro da piscina, viram Henrique se aproximando. Quando ele sacou a arma, Marcos pensou que ele fosse atirar no menino, então nadou o mais rápido que pôde até ele, mas os três assistiram Henrique dar um tiro na própria cabeça e cair na piscina Caio se lembrava de Marcos o tirando da água já vermelha do sangue do pai e mais tarde sendo levado para um colégio interno pra ser preparado pra assumir a família na máfia. Na primeira semana, Giselle o visitou fora de hora e lhe disse que agora ele era o homem da família. Disse que ia fingir depressão depois da morte de Henrique pra assegurar o direito de ele ser o herdeiro. Orientou a fingir que não queria mais vê-la e achava melhor ele não ir pra casa nas férias. Que Marcos iria acompanhar o crescimento dele, mas ele nunca poderia deixar Marcos saber das visitas dela e dos planos, ou então ele tomaria o lugar de Caio como herdeiro. Contou que quando tinha 12 anos, a mãe começou a mexer com ele sexualmente. Nesse ponto, Caio pulou para seus 16 anos, mas Nancy o parou: — O que é isso, moleque? O que aquela diaba fazia? — É constrangedor, mãe. Coisas que aquela mulher fez comigo, na condição de minha mãe e eu aceitei! — Você não entende, Caio? Você precisa falar! Está aí o porque do que você fez com sua irmã. Você nunca falou disso com ninguém, está tudo guardado dentro da sua cabeça. E isso tornou você um obcecado por sexo sem saber o que é certo ou errado. Conte-me tudo e deixe de bestagem que eu sou bem rodada. — A primeira vez, ela pediu pra ver meu piinto.Depois que mostrei, ela disse que precisava colocar aquilo pra uso e colocou ele na boca. Eu corri dela, me apressei em tirar das mãos dela, mas ela me segurou. Disse que pra eu largar de besteira e me lembrar que ela não era minha mãe e que poderia me ensinar muitas coisas mais do que eu aprenderia no colégio. Mas não insistiu, se levantou pra ir embora, mas não antes de me perguntar se por acaso, minhas preferências não eram o que vi acontecendo com meu pai. Fiquei horrorizado em imaginar homens mexendo comigo, enfiando coisas em mim. Na outra semana, ela não apareceu, mas me mandou em correspondência lacrada revistas eróticas, e entre elas, uma foto de si mesma nua com as pernas cruzadas. Eu, moleque, descobrindo minha sexualidade, comecei a me masturbar com aquelas coisas. Entendi que ela estava estimulando a sexualidade em mim. Quando ela apareceu, me perguntou o que achei do presente. Ela foi lenta e precisa. Passou umas quatro visitas conversando comigo só de lingeries provocantes até começar a me tocar, depois me fazia gozar em sexo oral, aí começou a me deixar tocar ela. Levou uns três meses até que tivemos a primeira relação de verdade. Depois disso, eu ansiava pelas visitas dela, e já estava totalmente manipulado. No meu aniversário de 16 anos, ela chegou com uma cinta liga preta e uma caixinha discreta. Deixou a caixinha de lado, e começou a me chupar. Depois que me fez gozar na boca dela, começou a me estimular novamente e ficou de quatro pra mim. Quando fui colocar, ela desviou e me deixou penetrar ela por trás. Eu fiquei doido. Dificilmente um moleque de 16 anos já teve sua primeira relação com anal. Mas Giselle era bem experiente, sabia o que fazia. Enquanto eu metia nela, ela abriu a tal de caixinha, tirou um vibrador de dentro e colocou na frente! Aí eu não aguentei. E foram muitas vezes assim. Pra mim, moleque, não conhecia nada do lado de fora do colégio ou da mansão, ter uma coroa fogosa que fazia de tudo pra mim, me colocava no paraíso. Assim, Giselle, que me obrigava a chama-la de mãe pra não perder o costume e as outras pessoas não perceber o que acontecia entre nós, me tinha na palma da mão. Quando faltavam seis meses pra eu sair do internato, ela falou que a gente precisava conversar e me contou nossa real situação e o que precisava fazer para garantir meu lugar na família. Me contou que Henrique deixou amarrado todo o patrimônio da vida dela para mim e para minha gêmea, Helena. E que nós poderíamos ter acesso a ele quando fizéssemos 18 anos e com sua autorização. Só aí eu entendi porque ela não matou a bruxa brasileira antes de meu pai se matar. Disse que uma das exigências de meu pai era eu me casar com uma mulher brasileira para assumir a cadeira. E então fez o plano de eu vir pro Brasil, buscar sua assinatura e Helena e tomar posse de meu dinheiro. Pedi pra vir escondido fazer reconhecimento do terreno, como tinha aprendido em anos de internato, que os planos que davam certo eram estratégicos. Giselle ficou muito orgulhosa e preparou minha viagem. Como precisava ser na moita e Marcos era o único que poderia autorizar minha saída do país, ela inventou que eu estava querendo dar um presente pra ele por ser brasileiro e queria conhecer um projeto de educação gratuito do país pra investir. Então ela fez a lição de casa e o primeiro projeto que ela encontrou que atendia a zona leste de São Paulo e que seria onde eu encontraria vocês, foi o Centro Paula Souza. Então investi na feira tecnológica da unidade mais próxima a vocês desse centro. — Que por coincidência, foi o primeiro ano de Celina com a bolsa de curso técnico que ela ganhou... — Sim. Cheguei em São Paulo na semana da feira para assistir as apresentações. E conheci Celina, explicando um projeto de física com um autorama. Me apaixonei perdidamente por ela! Segui com minhas investigações sobre vocês , mas fui todas as noites ver aquela menina se apresentar. Saí do Brasil com a certeza de que seria fácil cumprir todas as exigências do meu pai. Colher sua assinatura, levar Helena e me casar com uma boa mulher brasileira!
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