TERROR NARRANDO Eu fiquei ajudando a Safira a organizar o que restava, recolhendo os pratos, juntando os copos descartáveis, limpando o lixo. Ela insistiu que eu não precisava, mas eu não conseguia simplesmente deixar tudo nas mãos dela. Por mais que fosse teimosa, cansada, suada, ainda tinha aquele jeito de guerreira, como se carregasse o mundo sozinha. No fundo, talvez eu quisesse aliviar um pouco do peso que ela carregava. Quando estava terminando, ouvi Raissa resmungar pela babá eletrônica, subi as escadas e segui para o quarto da Safira , a pequena resmungona… os olhinhos semicerrados, mas ainda brigando contra o sono. Peguei ela no colo, balancei devagar, cantei baixinho até que, por fim, a respiração dela se acalmou. Coloquei no berço com cuidado, ajeitei a coberta e percebi que

