Mais um dia cheio de trabalho. Ray havia me ligado me dizendo que estaria me esperando em sua casa para irmos juntos. Eu iria passar em casa para tomar um banho e trocar de roupa, além do mais queria ver Ana.
Almocei com papai e Eliot hoje. Eles me contaram como vão o trabalho deles e eu disse sobre o meu. Eu nunca me senti tão bem assim em família. Claro que conversava com meu pai e Eliot às vezes, mas quase nunca saímos. Eu evitava esse tipo de aproximação de família, queria ficar isolado no meu mundo. Porém algo mudou em mim, conheci Anastásia, me casei com ela, e me sinto a cada dia bem com minha vida de agora, por isso a esperança também de ter um filho. De ter uma família assim como meus pais teve, nos criando tão bem, e que meus irmãos tem. Eliot me falou que pretende ter mais um filho, ou seja, quatro filhos e Kate está mais que disposta a dar isso a ele. E eu quando terei os meus? Porque me apaixonei por uma mulher tão complicada?
Volto ao trabalho e recomeço a fazer as minhas obrigações. Quando é seis horas da tarde eu pego a minha maleta e sigo para embora. Quero chegar em casa e ficar um pouco com Ana. Já que o jogo é às oito e meia, dá tempo da gente namorar e conversar um pouco. Taylor já está na garagem me esperando com a porta do carro aberta. Entro e vamos direto para casa. Quando cheguei não vejo Ana na sala, então subo para o quarto e nada dela. Desço e vou direto pra cozinha, onde Gail está já começando a fazer o jantar. Do boa noite para ela e pergunto se Ana não chegou, ela me diz que não. Acho estranho, pois era já para ela estar aqui. Pego meu celular no bolso, já desfazendo o nó da gravata, ela atende no segundo toque.
-Meu amor, aonde você está? Pergunto escutando risadas do outro lado da linha.
-Estou na casa dos meus pais. Vim pegar os papéis que meu pai pediu para analisar. Ela diz sorrindo.
-Você já está vindo embora? Pergunto querendo que ela já estivesse aqui.
-Não, eu pensei em ficar aqui, e você me pegar aqui depois do jogo. Ela diz ainda sorrindo. Que merda está acontecendo lá.
-Amor, mas sua mãe não vai está aí, porque você vai ficar ai sozinha?
-Na verdade tem uns amigos meus que veio de Vancouver me visitar, e não sabiam o meu endereço, veio para casa dos meus pais pedir o endereço.
-Pois eu preferia que você viesse para cá com eles. Assim eles conhecem a nossa casa e ainda tem Gail e os seguranças aqui para caso você precisasse de algo. A minha insegurança batendo, ainda mais se esse amigos forem homens.
-Não se preocupe Christian, vamos ficar bem aqui. E outra eles não vão demorar, daqui a pouco eles vão embora. Escuta, avisa a Gail para não fazer o jantar.
-Ok. Esperava te encontrar aqui para ficarmos um pouco juntos. Digo para ver se ela me entende.
-Teremos o resto da noite, a não ser que você vai dormir no estádio. Ela diz
-Não gostei da piada Anastásia. Olha a gente se ver ai, vou tomar um banho e já vou para ir.
-Tudo bem. Até mais. Ela diz e desliga, nem esperou eu responder.
Droga, porque isso? Porque as coisas não podem acontecer do jeito que eu quero? Volto pra cozinha e digo a Gail que não precisará preparar o jantar, nem. eu nem Ana estaremos em casa. Ela apenas assentiu e eu sigo para o quarto. Tomo banho e me arrumei colocando uma calça jeans, uma camisa polo e um tênis. Passo somente as mãos nos cabelos, os deixando bagunçados. Desço e digo a Taylor que não precisarei dele essa noite. Pego a chave do carro e sigo para casa dos meus sogros.
Cheguei, bati a campainha e minha sogra já abriu a porta sorrindo para mim e me abraçando.
-Entre fique a vontade filho. Ela disse e eu retribuo com um abraço. Eu amo minha sogra. Entramos conversando e eu escuto risadas mais adentro. Vem Christian, estão todos na cozinha, Ana está preparando algo para eles comerem. Eu não gosto disse.
Fomos para a cozinha e lá estava minha mulher cercada pelos seus amigos três garotas e dois garotos. Isso me deu uma ponta de ciúmes, ainda mais vendo ela tão a vontade, rindo, rindo não, gargalhando. Ela me olha e vem até a mim e me dá um selinho. Eu quero mais que isso.
-Gente, vocês lembram do Christian né? Ela pergunta e seus amigos me cumprimentam. Se senta aqui. Ela pede. A gente estava conversando sobre a época de escola e dos acampamentos que passamos juntos.
Eu não digo nada. Só fico aqui olhando a interação deles. Ela acaba de fazer uma massa com molho e todos nós comemos. Um dos amigos dela, que chama Jonh começa elogiar ela demais, isso está me dando uma irritação. Meia hora se passa, eu e Ray iríamos sair daqui a vinte minutos. E os amigos dela começou a se despedir, menos um que achei estranho. Não pode ser o que estava imaginando. Ele não pode ficar aqui sozinho com ela, não pode e nem vai. E foi justo o que aconteceu, todos foram embora, menos esse mala do Jonh. Eles estavam no sofá bem a vontade conversando sobre tudo, e minha mente não fluindo bem. Ele disse a Ana que subiria para tomar um banho. Ana disse a ele que tudo já estava arrumado no quarto de hóspedes e que era para ele ficar a vontade. Essa é a hora, eu e ela vamos conversar. Eu não vou aceitar que ela fique aqui sozinha com ele.
-Podemos conversar agora? Peço já irritado, ela me olhou e franziu a testa.
-Pois não, fale.
-Você ficará aqui sozinha com esse cara? Pergunto irritado
-Christian eu não vejo nada demais. Somos só amigos e eu nunca tive nada com ele.
-E nem terá. Quero que você vai embora para nossa casa. Não quero você sozinha aqui com ele.
-Christian, não, eu vou ficar aqui até você vir me buscar. Você pode confiar em mim pelo menos uma vez? Ela me questiona com uma calma, mas eu não estou com paciência para isso.
-Não. Você eu confio, mais nele não. O cara não parou de te elogiar, não parou de te comer com os olhos. Você não irá ficar com ele aqui sozinha.
-Minha mãe vai está de volta daqui a pouco. Ela fala, mas não irá me convencer.
-Não. Ou você vai embora, ou eu vou mandar uns dos seguranças ficar aqui. Ela me olha e suspira.
-Acho desnecessário. Ela fala com raiva
-Escolhe o que você quer Anastásia. Digo firme. Não vou arredar o pé da minha decisão.
-Desde quando eu me casei com você eu não tenho escolhas né Christian. Espere ele descer, que eu vou me despedir dele. Não quero passar a vergonha de ter um segurança aqui me vigiando. Ela diz se levantando e pegando os copos e levando para a cozinha.
Ray aparece e diz que só vai fazer uma ligação e já podemos ir. O tal de Jonh desce sem camisa com uma bermuda, como se estivesse na casa dele. Quer impressionar a minha mulher? Babaca, isso não vai rolar. Ana volta e diz a Jonh que ela precisa voltar para casa, pois ela tem um trabalho e o livro está lá. Jonh diz que pena, pensava em passar algumas horas matando a saudade dela. Não vai rolar seu i****a. A minha vontade é de partir a cara desse Merda ao meio. Me contenho, pois já terei que enfrentar a ira da minha esposa. Ela pega a bolsa dela, a chave do carro e um envelope que acredito que Ray passou para ela. Ela se despedi do amiguinho, de Ray que sorrir largo para ela. Ele também percebeu que isso aqui não iria prestar. Levo Ana até o carro e a mesma entra no carro sem me dizer nada, sem nem um beijo de despedida. Passo as mãos pelos cabelos , suspiro pesado.
Eu e Ray chegamos ao estádio e nos encontramos com papai, Eliot e Ethan. Minha mente não estava nesse jogo mais, e sim em Ana. Eu sei que pego pesado com ela, mas enquanto eu não sentir que posso relaxar com ela, eu não terei como controlar a minha insegurança. Duas horas de jogo e os marines perde, nós cinco saímos de lá chateados, mas combinamos de ver o próximo. Passei na casa de Ray e o deixei lá, e seguir direto para a minha casa, estava querendo muito ver como Ana estava. Sei que deve estar chateada, e eu nem sei como vou fazer para mudar isso.
Chego em casa, e não a vejo. Subo e nada dela, quando passo pela sala olho para fora, e lá está ela, sentada na escada perto da piscina. Levanto a minha cabeça e passo as mãos pelo rosto. Vamos enfrentar a fera. Vou para fora e me sento do lado dela.
-Oi. Digo olhando para ela.
-Oi. Ela diz e eu me levanto e vou pra frente dela. Merda, ela está chorando.
-Amor, eu não queria te ver assim.
-Não? E como você queria me ver? Me fale. Ela diz se levantando. Me diz Christian como você me quer, como você quer que eu me comporte, como você quer que eu aja. Eu vou fazer o que você me disser. Ela diz chorando.
-Anastásia o que você queria que eu fizesse? Deixasse você lá sozinha com aquele cara?
-Queria que você confiasse em mim. Queria que você me deixasse respirar um pouco.
-Eu sou inseguro. Você sabe disso.
-Que você cure a essa p***a de insegurança, eu não aguento mais. Você diz que me ama, mas não demonstra nunca isso.
-Isso não é verdade. Digo com raiva dela por duvidar do meu amor.
-Christian quem ama confia, e você não confia em mim. Isso que você tem dentro do coração não é amor, é uma obsessão. Ela diz limpando o rosto.
-Não é verdade. O que você quer que eu faça? Pergunto passando as mãos na cabeça.
-Eu não sei o que quero, vivendo com você eu estou sempre pisando em ovos. Você não me dá liberdade para eu respirar. Me polícia 24hs por dia, quer ser dono dos meus pensamentos, quer que eu faça tudo de acordo com que você quer.
-Eu não vou te dá liberdade de ficar sozinha com nenhum dos seus amigos.
-Amor significa confiança, e você acha o que tive com você quando você saiu na nossa lua de mel para ficar com Bella? Eu confiei em você.
-Depois de muito tempo né. Falo lembrando o tempo que ficamos brigados. Ela me olha e sorrir.
-Você acha mesmo que se eu não tivesse certeza que você não tinha me traído eu estaria agora com você? Você acha que eu me trancaria em um quarto depois de descobrir as marcas em seu corpo, se desconfiava de você? Não Christian, se eu desconfiasse de você, eu não estaria aqui, eu não teria dado uma nova oportunidade para nós dois, para nosso casamento. Você não me conhece o bastante. Você não sabe que, quando se trata de traição eu não brinco. Eu jamais te perdoaria se isso tivesse acontecido ou vier acontecer. Então largue essa merda de insegurança e vamos viver em paz. Ela diz cruzando os braços. Eu sei que ela tem razão, mas eu não vou conseguir. Eu preciso mais dela. Sei que ela não me ama, e isso pode fazer ela olhar para outro homem com outros olhos.
-Eu não posso deixar minha insegurança de lado, não neste momento. Falo olhando para ela.
-E então vamos viver desse jeito. Eu triste por você não confiar em mim e você me ditando o que posso ou não fazer. O que você quer que eu faça para acabar com essa insegurança? Ela me pergunta, mas não espera eu responder. Já sei um filho. Você acha mesmo que nós termos um filho essa insegurança vai passar?
-Não sei se passará, mas seria uma das formas de te ter para sempre do meu lado. Respondo sincero.
-Não, não vai rolar, antes de termos um filho você tem que aprender a me amar, tem que aprender a ter confiança em mim e principalmente tem que ter confiança em você. Nós não precisamos de nada para nos unirmos ainda mais, pelo contrário, enquanto não aprendemos a conviver como casal, você continuará com essa insegurança e eu vou continuar magoada por você me controlar.
-Você fala como se fosse fácil. Você quando está com seus amigos é outra pessoa. Você sempre está sorrindo, sempre falante e quando está comigo nada disso acontece, parece que eu tiro todo seu humor.
-Como você quer que eu fique assim com você, se você mesmo não me dá liberdade para isso? Christian se eu estou cantando, você acha que é por causa de alguém, se eu estou sorrindo, você não se contenta em saber que é por um filme bobo que vi. Nós não fazemos nada como casal, eu passo o dia todo na faculdade e você na empresa. A noite estamos aqui, não procuramos curti um ao outro, porque você foca em que eu fiz o dia todo. Com medo que eu estivesse com algum homem. Você não faz nada para me conquistar. Quer eu eu te ame, mas não procura meios para isso acontecer, sempre me afasta de você com essa atitudes. Nos finais de semana, se não estamos trancados em nosso quarto, estamos na casa dos nossos pais e seus irmãos. Que tipo de vida de casal é essa? É assim que você quer que eu sorria? Me abra com você? Demonstre a minha alegria com você? Deixa eu ti dizer uma coisa, não vai rolar, do jeito que estamos e levamos a nossa vida e o nosso casamento, a nossa situação só tende a piorar. E no máximo que nós dois vamos nos entender é na cama, na hora do sexo, pois tirando isso, a minha insatisfação e a sua comigo só vão aumentar. Ela termina de falar e eu nunca imaginei que ela estivesse sentindo tudo isso. Sei que temos problemas, mas não imaginava essa lista enorme que ela disse.
-Eu sei que temos problemas, mas não imaginei que você estivesse tão insatisfeita dessa forma. Falo, e suspiro. Ela está me olhando. Ana, eu não vou conseguir tirar essa insegurança de mim, não agora, e nem assim como estamos. Eu preciso mais de você e quero mais de você.
-Então somos dois Christian, eu preciso mais de você e quero mais de você. Quando me casei com você não imaginei que viveria dessa forma, não achei que você ficaria tão inseguro em relação a gente. Eu não sei o porque dessa insegurança. Ela iria continuar, mas eu a interrompi.
-Você não me ama. Ai está minha insegurança. Tenho medo que você encontre alguém melhor do que eu e se apaixone de verdade. Me abandone sem olhar para trás. Digo puxando o meu cabelo.
-E isso não pode acontecer com você? Nenhum de nós dois é imune a isso Christian, a diferença aqui foi a forma que nos envolvemos, você não quis saber dos meus sentimentos, e hoje estamos aqui tendo uma discussão que não faria sentido se você tivesse me ouvido.
-Você quer dizer que nunca vai me amar? Pergunto com medo.
-Eu estou dizendo que nos envolvemos da forma errada, mas podemos consertar isso. Ela diz e eu não quero pensar que ela esteja falando em nos separar. Jamais.
-Você está dizendo que devemos nos divorciar para consertar as coisas? Pergunto já balançando a cabeça em negação.
-Você quer o divórcio? Ela me pergunta cruzando os braços e brava.
-Claro que não. Respondo
-Então pare de pensar nele. Christian só vai haver divórcio entre nós dois, quando nossas forças e tentativas de salvar esse casamento acabar. Eu não quero pensar nisso, eu quero pensar que você está disposto a mudar e eu também. Você me disse o que está te chateado em mim e eu em você, então vamos procurar mudar isso, para o nosso próprio bem. Eu não quero ter um filho em meio ao uma crise do nosso casamento. Então teremos tempo para refletir, consertar as coisas entre a gente e começar a ser um casal. Pois hoje somos somente duas pessoas que se entendem na cama e nada mais. E se você quer mesmo ter um filho, nós dois precisamos mais do que sexo para criar uma criança. Suspiro, eu sei que ela tem razão. Mas como eu vou mudar isso em mim? Como vou tirar essa minha insegurança.
-Eu vou fazer o possível para me moldar. Mas não digo que minha insegurança vai acabar da noite para o dia, então peço que você tenha paciência comigo. Eu farei de tudo para termos um casamento perfeito. Digo segurando seu rosto
-Christian não existe casamento perfeito, vamos ter brigas não com tanta frequência, mas teremos, vamos sempre discordar de algo, mas vamos ser marido e mulher, companheiros, amigos e cúmplices um do outro para que possamos resolver tudo.
-Eu te amo, por mais que você diga que não, eu te amo muito. E vou fazer de tudo para você ser feliz comigo, vou fazer de tudo para ver seu sorriso para mim. Eu vou fazer o possível e o impossível para sermos felizes. Digo beijando a boca dela.
Ficamos beijando por alguns minutos, porém como já estava fazendo frio, eu disse a ela que teríamos que entrar. Entramos e subimos para o quarto. Tomamos banho juntos e acabamos fazendo amor. Eu dormi pensando em tudo que ela disse. E eu faria tudo para mudar nosso relacionamento.
Os dias foram passando, e a nossa relação estava bem melhor depois da última conversa. Passamos a sair mais, só nós dois, dedicavamos mais tempo um com outro nos finais de semana. Cinema, teatro, até jogo dos marines eu convenci ela ir. Estou amando nosso momentos juntos. E cada dia que passa e vejo que ela tinha razão, eu estava focando errado. Não prestava atenção nela, e nos desejo dela. Ela também está mais à vontade comigo. Lembro ontem que a gente saiu para jantar e ela estava mais descontraída, falante e super relaxada. Comecei a ver uma Ana diferente. Hoje ela me disse iria no shopping depois do almoço encontrar as amigas. Se me importei? Sim, mas eu estou fazendo de tudo para que ela tenha liberdade de poder fazer o que gosta. Minha cabeça ainda não parou com essa paranoia que ela possa me deixar, mas eu estou me segurando muito, me policiando para não deixar a minha insegurança atrapalhar nossa vida de agora.
Tem três dias que ela não vai a faculdade, e eu estou amando isso. Acordar com ela, fazer amor, e depois tomamos café juntos, é a vida que pedi a Deus.Ela está ajudando Ray na empresa dele. Claro que eu e Ray combinamos isso para que ela voltasse a realidade. Queremos que ela comece a ver que medicina não é o que ela quer para sua vida. Ela precisa repensar o que quer. Já está na hora de ir embora. Pego minhas coisas e desço, meu carro hoje está do lado de fora, já que pedi a Taylor para fazer um serviço para mim. Desço de elevador, passo pela entrada e uma pessoa já vem de agarrando. Merda, o que está acontecendo? Quando olho, não acredito, quanto tempo eu não vejo Bella. Tento sair dela, mas ela segura meu braço.
-Eu preciso falar com você Christian. Ela diz olhando para mim.
-Não temos nada para falar Bella. Me solta. Falo me soltando dela. Ela vem e para na minha frente.
-Eu sei que você não está feliz em seu casamento. Ela diz.
-Do que você está falando? Pergunto não querendo ouvi-la.
-Sua esposa não quer ter um filho. Eu estou disposta a te dar um filho. Como ela sabe dessa Merda?
-De onde você tirou isso? Pergunto irritado.
-Da boca da sua própria mulher. Ela estava no shopping e eu também estava lá e ouvir ela comentar com as amigas dela. p***a Anastásia. Olha Christian, eu não estou bem, eu virei garota de programa, pois no clube de submissão não me aceitaram de volta. Porém eu faço todos exames para você, eu posso te dar o filho que você quer. Nunca, jamais.
-Bella eu tenho uma esposa, e eu acredito que você ouviu errado. Mas também não interessa, eu nunca voltaria com você.
-Só porque virei uma garota de programa? A culpa é sua, pois eu não tinha como me sustentar, e no clube de submissão eles disseram que eu não fui uma submissa tão boa, então não iriam me indicar para ninguém.
-Bella, faz o favor para mim. Me esquece e some da minha vida. Digo já me desvencilhando dela. E deixando ela falando algo que não entende, nem quero entender.
Quase um mês sem nenhuma discussão com minha mulher e hoje isso será quebrado. Não digo por Bella ter escutado, mas sim porque poderia ser um paparazzi, jornalista e amanhã isso estaria em todos os jornais. Ela não pode falar isso em público, nossa vida poderia se tornar um inferno se isso vazar. Chego em casa e ela está na cozinha junto com Gail. Ela me ver e sorrir, porém eu não consigo retribuir, ela percebe que algo está acontecendo.
-Podemos conversar no escritório? Peço a ela que me olha. Boa noite Gail.
-Boa noite Sr Grey. Gail responde e eu e Ana seguimos para o escritório.
Entramos e nos sentamos. Eu nem sei como colocar isso para ela sem parecer rude, sei o que ela fez é errado, mas eu não quero ser grosso com ela.
-O que foi Christian? Para você está com essa cara é algo muito sério. Ela diz de braços cruzados e olhando para mim
-Sim é. Digo firme.
-Então diz, o que foi?
-Ana você estava no Shopping hoje conversando com suas amigas sobre não querer ter filhos? Pergunto já sabendo a resposta.
-Como você sabe disso? Não acredito que você colocou um segurança outra vez atrás de mim. Ela diz se levantando e se exaltando.
-Não Anastásia, eu não coloquei ninguém atrás de você. Bella foi me procurar hoje, dizendo que ouviu você falar com suas amigas sobre isso.
-Bella? E o que essa louca queria?
-Me dá um filho que você não quer. Digo olhando para ela.
-E você? Ela pergunta erguendo a sobrancelha.
-Anastásia o problema aqui não sou eu, e sim que poderia não ter sido Bella escutar isso, mas um repórter, um paparazzi ou jornalista freelancer, e amanhã isso estaria em todos os jornais e revistas.
-Merda. Ela diz
-Merda mesmo, então vou pedir para você ser mais cuidadosa quando falar as coisas em público. Você sabe que nós dois somos vigiados, então não fale da nossa vida em público. Se você não quer ter um filho, guarde isso para você.
-Desculpa, eu não pensei na hora. Na verdade as meninas que me perguntaram se eu não iria ter filhos, então eu responde sem maldade nenhuma.
-Que seja. Só quero que você seja mais discreta.
-Tudo bem. Você me perdoa? Prometo que não vai mais se repetir. Ela diz me puxando para ela.
-Tudo bem. Vamos jantar. Falo dando um selinho nela.
Seguimos para sala de jantar e começamos a comer. Achei que nossa conversa iria dá briga, discussão, mas não foi bem tranquila. Ainda bem que ela entendeu.