Eduardo estava sem entender absolutamente nada, Marta parecia ter bastante i********e com ele, estava três dias, pelo contava ao ver a data em seu celular, sem que ele lembrasse de nada que havia acontecido, nem mesmo lembrava que Amanda tinha ido até sua casa e agora vendo Marta partir, seu coração apertava.
— Cara! O que está acontecendo comigo? Eu estou ficando louco? Me sinto embriagado, eu bebi? O que está acontecendo? Meu carro? Alguém bateu no meu carro? Diz Eduardo.
Bem, de alguma forma, apenas a consciência de Gaspar havia renascido em Eduardo, os dois compartilhavam o mesmo corpo, mas apenas Gaspar tinha acesso a todas as memórias, Eduardo não lembrava nada quando Gaspar assumia o comando, mas Gaspar lembraria de tudo que Eduardo tinha feito quando retomasse ao controle de seu bisneto, mas nenhum dos dois poderia manter o controle por muito tempo, agora, nesse momento Gaspar adormecia...
Ao entrar em casa, Eduardo encontra malas com roupas, roupas de Amanda, as roupas que Marta havia separado para que ele devolvesse a ela.
— Estas malas? Estas malas são minhas? Mas... O que está acontecendo aqui? Diz ele totalmente confuso...
Ao olhar para o canto da casa, ele vê a câmera de segurança e tem a ideia de ver os registros do que aconteceu ali, afinal tudo que ele se lembrava era de ter trazido Marta para sua casa, com o intuito de a proteger, esperar ela melhorar e ajudar a procurar a família dela...
Eduardo abre o computador e acessa seu sistema de segurança, o que ele vê, o deixa surpreso e perplexo, durante estes três dias, ele estava agindo como um casal com Marta, trocando beijos, carícias e fazendo sexo, os dois saiam juntos e voltavam, parecendo felizes, o pior, no áudio, ele escutava ela o chamar de Gaspar o tempo todo e ele responder como tal...
— Mas, o que está acontecendo aqui? Ela me drogou? O que aconteceu? Eu... Eu traí a Amanda? É isso mesmo? Ai!
Eduardo sente uma dor de cabeça, uma certa tontura... flashes de memórias dos dias anteriores... Marta o chamando de Gaspar, ele a tratando com carinho, os dois dormindo juntos... E uma frase...
— Por que só você, apenas você Marta... Só você viajou no tempo? E eu, eu renasci no corpo do meu bisneto? Esta era a frase que Eduardo recordava...
Rapidamente, ele pega seu telefone e telefona para seu melhor amigo, o médico que ele havia levado Marta quando a encontrou no banco de areia... Dr Carlos...
— Carlos, meu amigo Carlos... É uma emergência cara! Você precisa me ajudar! Eu acho que estou tendo alucinações, eu fui... Eu fui drogado! Diz Eduardo...
Angustiado e com a dor de cabeça aumentando, ele vê tudo girar ao seu redor, a respiração estava difícil e sufocante, ele solta o telefone e cai desmaiado, na linha seu amigo o chamava sem sucesso, Eduardo não respondia.
Longe dali, Marta vagava desconsolada, seu ciúme, sua mágoa…
— Francamente! Eu devo ser muito burra mesmo, uma completa mula! Foram dias de amor e compreensão, todo carinhoso... Mas bastou a tal Amanda voltar e logo ele mudou, me usou e depois me descartou, quando ele esteve com nós duas frente a frente... Claro, ele escolheu ela, fico imaginando as lembranças que ele deve ter guardadas dela, já que ele diz ter lembranças do passado e do presente... Claro, uma mulher como aquelas, não tem pudores, deve se submeter a tudo que um homem queira, já eu... Inexperiente e... Eu… Eu só queria voltar para meu tempo, estar em minha casa, com meus pais, onde eu conhecesse as pessoas, a minha volta, onde tudo não parecesse um mundo estranho! Diz Marta.
Nesse momento, o carro da polícia para ao lado de Marta, um policial, baixa o vidro do carro e fala com ela.
— Boa tarde moça, onde está indo com toda esta pressa? Qual seu nome? Posso lhe ajudar? Diz o policial.
Marta olha para o veículo, ela fica nervosa, não sabia oque responder para o policial.
— M... Marta... Me chamo Marta, bem, eu estava na chácara aqui perto, do meu namorado e brigamos... Eu saí e deixei ele, eu não sou daqui....
— Marta, eu recomendo que volte para a chácara de seu namorado, andar sozinha por aí, é muito perigoso... Suba no carro, eu mesmo vou deixar você lá, não posso deixar você sozinha aqui na estrada... Pode entrar sem medo, sou da polícia civil, investigador Jorge... Diz ele mostrando seu distintivo...
— Eu não quero, não quero voltar para a casa do meu namorado, eu... Eu só quero ficar só! Diz Marta.
O investigador desce do carro e Marta fica nervosa....
— Seu noivo lhe agrediu? É isso? Você foi vítima de alguma violência por parte dele? Pergunta.
—Não... Não é isso… Eu...
— Estou retornando de uma investigação, se você quiser, pode entrar no carro, vamos conversar, quero entender o que está acontecendo, eu não vou deixar você sozinha aqui, você... Me lembra muito minha irmã, eu... Não posso lhe deixar sozinha… Não precisa ter medo, eu só quero ajudar... Diz Jorge.
Enquanto isso, Amanda, furiosa, quebrava tudo em seu apartamento, estava furiosa, desesperada, sentindo-se trocada, humilhada...
— Eu não vou deixar tudo assim, não vou mesmo! Eu joguei tudo para o alto, não foi por nada... No Maranhão, devem ter encontrado o Hugo morto na cama, devem estar atrás de mim, eu fiz toda esta loucura para salvar ele, por quê? Por que eu fui me apaixonar? Nunca me apaixonei por nenhum homem, era só seguir o meu plano... Diz Amanda.
No Hospital em São Luiz, o quadro de Hugo era delicado, mas fora de perigo, ele abre os olhos depois da operação, no quarto de estabilização, ele sogo se situa de onde estava... A enfermeira corre para chamar o médico para o examinar após ele abrir os olhos...
— Calma, descanse, relaxe, está fora de perigo, assim que melhorar e estiver apto a falar, deixarei que o policial venha falar com você, a polícia quer esclarecimentos sobre a mulher que o baleou... Diz o médico.
— Mulher que... Me baleou? Pergunta ele.
— Sim, mas não fale, preserve suas forças, por favor, preserve suas forças, de acordo com imagens do hotel, a mulher que supostamente o feriu, ela deixou o hotel, fugindo, o senhor precisa ajudar no retrato falado... Diz o médico.
Hugo fica calado, ele então entende tudo rapidamente e fala com ele mesmo...
— Vagabunda me traiu! Me enganou! Mas isso não vai ficar assim... Eu vou acabar com ela! Amanda, você deve achar que apagou, mas cuidado... Fantasmas podem surgir e fazer sua vida um inferno! Eu vou fazer você desejar nunca ter me enganado! Sua vida será um inferno, assim que eu sair desse hospital.