O semblante de Amanda muda por completo, seu olhar denota fúria, sentia-se humilhada...
— Então? Vai me responder ou não? O que você faz na chácara de meu noivo? Fala! Sua v***a, cafona! Diz Amanda...
— Olha, se tem uma coisa que tenho é educação, sou filha de umas das famílias mais ricas e tradicionais, por tanto, não vou lhe responder 2como deveria… Queira esperar Gaspar, ele há de lhe explicar tudo e assim, resolveremos tudo na paz, no diálogo e com classe! Diz Marta fugindo ao conflito.
—Eu quero que se f**a! Você, sua família, sua educação, E... Gaspar? Mas que Gaspar? Quem diabos é Gaspar? Agora eu vi... Você louca? Olha, esta casa, esta chácara, pertence ao meu noivo! Eduardo Castilho, eu sou Amanda, sua noiva... Eu acho que você é louca, só pode...
Marta fica tensa, afinal, não havia como explicar assim, o que estava acontecendo, não havia como encontrar um meio de dizer sobre ter vindo do passado, sobre de alguma forma, Eduardo, não ser Eduardo...
— Olha, senhorita, só espera ele chegar viu, o Eduardo... Isso…
Mas Amanda então cheia de fúria, joga sua bolsa no chão e se descontrola...
— O quê? Então você e o Edu.... Você teve um caso com ele? Mas é muito ousadia! Eu deveria... Eu vou te colocar para fora daqui agora sua put@ descarada! Sua vagabunda! Diz Amanda avançando sobre Marta e segurando em seu cabelo.
— Olha, eu tentei ser educada! Eu tentei fazer uso de minha classe, minha educação e minha etiqueta! Mas ninguém fala assim comigo! Mulher nenhuma segura meus cabelos e você... Não vai me separar do meu Gaspar! Diz Marta acertando um tapa em Amanda...
As duas se agarram pelos cabelos, começando a rolar no chão da casa, Amanda empurrava Marta, Marta empurrava Amanda, Marta então, parecia haver esquecido de toda e qualquer aula de etiqueta que um dia já teve, Amanda era uma mulher vivida, mesmo com 27 anos, Marta embora considerando o passado e o salto de tempo, tivesse mais de 120 anos, na verdade, ela tinha apenas 20 anos... Ela então domina Amanda, montando em cima dela... um, dois, três tapas na cara de Amanda....
— Mesmo me segurando de ciúmes, eu tentei não ser agressiva com você, tentei não te ofender, mesmo você me ofendendo, por que sei como é, ser traída, ou parecer ser traída... Mas não vou tolerar, que você, e nem ninguém me ofenda de palavras tão chulas e de tão baixo calão! Isso eu não vou permitir de jeito nenhum! Diz Marta.
O ódio de Amanda só aumenta, sua vontade era de matar aquela invasora, de seu ponto de vista, quando neste exato momento, Eduardo, ou melhor, Gaspar chega ao local, reconhecendo o carro de sua talvez agora ex-noiva, ele logo imagina o que deveria estar acontecendo, sabendo que tanto uma, quanto a outra tem personalidades fortes, sobretudo Marta.
— Meu Deus! Que eu não tenha chegado tarde demais! Diz ele correndo para dentro de casa.
Lá, encontrando Marta por cima de Amanda, que a ofendia e xingava, ele resolve agir e separar as duas...
— Pelo amor de Deus! Vocês duas! Não! Isso não era para acontecer! Amanda! Você não deveria chegar dentro de 2,3 dias? E você Marta... Por quê?
Então um novo bate-boca se dá início.... seguido de tentativas de agressão, necessitando que Gaspar grite com as duas para estabelecer a ordem…
— Chega! Chega! Já chega! Diz ele.
— Amor, Gaspar, eu tentei me segurar, eu juro que tentei, você me conhece! Mas esta mulher, além de vulgar, é uma estérica! Uma maluca agressiva, que veio para cima de mim e me agrediu primeiro! Diz Marta.
— Amor? Gaspar? Mas que palhaçada é essa? Isso é brincadeira não é? Eu... Agora, agora eu sei, porque você quer tanto vir para este meio de mato! Neste inferno de chácara! Para se encontrar com esta vagabunda! Sabe que eu não gosto daqui, que não venho aqui; por isso, aproveita quando eu viajo para ver minha família não é? Diz Amanda, fazendo chantagem emocional...
— Vagabunda é a senhora sua mãe! Sua mulher cínica e vulgar!
— Chega vocês duas! Chega! Já basta! Amanda, eu posso explicar... Não sei se vai entender, mas eu vou explicar... Olha...
Amanda então o interrompe, se aproximando dele...
— Meu amor, olha, eu sei que como homem, é normal você procurar algo fora do relacionamento, estou disposta a te perdoar, esquecer tudo, nossa história é tão linda, tão maravilhosa... Estamos noivos... Olha, se você soubesse como eu te amo... Do que sou capaz de fazer por você... Entendi tudo, você usou até outro nome, ela é uma garota de programa não é? Ok! Sou uma mulher moderna, posso tirar isso de letra... Diz Amanda.
Nesse momento, para surpresa e choque de Amanda, Gaspar tira a aliança do dedo e coloca em cima da mesinha...
— Amanda, eu... Eu sei que vou magoar você, estamos juntos faz mais de 2 anos, aliás, faz mais de 2 anos que Eduardo e você estão juntos.... Você não me entenderia, mas eu... Eu não sou o mesmo homem, não sou o homem que você viu quando saiu para visitar seus pais, há dias atrás... Por que tudo que vivemos foi bom, mas eu não quero e não vou casar com você, por que... Por que eu amo outra mulher, você não vai me entender, vai sair com raiva de mim, vai me odiar, eu sei, mas, eu esperei anos, décadas, mais 1 século, por assim dizer, para ficar com ela, uma vez eu a perdi e agora a vida nos colocou de volta juntos... Eu... Eu não posso... Não posso deixar esta chance me escapar! Sei que estou sendo egoísta... Ela se chama Marta, ela é alguém muito importante que a vida me separou no passado, mas que por uma incrível coincidência, reencontrei agora, Amanda, se você realmente me ama, vai me entender...
Amanda fica perplexa, sem reação, sem dizer uma palavra, seu olhar transmitia toda fúria e descontentamento de uma mulher traída, enquanto Marta agora tinha total certeza do amor de Gaspar por ela...
— Está me dizendo... Que está tudo terminado entre nós? Tudo terminado por causa dessa cafona? Tem certeza do que está falando? Como? Você me amava! Me desejava! Só de chega perto de mim, saia faísca, nós dois juntos! Como? Ninguém muda em tão pouco tempo! Diz Amanda.
— Você ficaria surpresa, se soubesse que não sou o mesmo de dias atrás... Eu... Sinto muito, Amanda... Diz Gaspar.