Capítulo 7: Provocação

1018 Words
No dia seguinte, logo cedo... Marta abre seus olhos, ainda meio confusa sobre onde estava, ou que estava acontecendo, sua cabeça ainda doía um pouco, mas agora ela tenta manter a calma, sem se desesperar. — Onde eu estou agora? Ai! Minha cabeça... Tudo parece girar... Diz Marta. Nesse momento, a porta do quarto se abre e Eduardo entra com uma bandeja de café da manhã... Mesmo de roupa, ela puxa o lençol para se cobrir... — Você já acordou? Deve estar com fome não está? Não se preocupa, olha só, você está na minha chácara, eu trouxe você aqui, por que... Bem, não sei explicar o motivo, mas te trouxe aqui... Consegue lembrar onde mora? Sua família? Diz Eduardo. — Gaspar! Que brincadeira é essa? Sou eu! Marta, você sabe sim onde eu moro, eu moro no bairro Mafrense, rua V de outubro... Caramba! Meu marido deve estar me procurando, meus pais que já não gostam de você, devem estar furiosos por causa disso, de ter me sequestrado... Diz Marta. — Eu? Te sequestrado? Garota, você é mesmo maluca! Só pode! Ou isso é algum golpe! Diz Eduardo. A barriga de Marta ronca de fome, ela olha para a bandeja que Eduardo tinha nas mãos... — Isso... É para mim? Pergunta ela. — Sim, é para você, deve estar faminta, vou colocar aqui, se quiser tomar um banho, o banheiro fica bem aqui, neste guarda-roupas tem alguns vestidos e roupas da minha noiva, que talvez ela sequer saiba que tem aqui, já que ela odeia vir a esta chácara, então pode usar e na primeira gaveta tem toalha limpa... Bom, eu... Eu vou sair para você tomar banho e se vestir, e depois eu volto. Eduardo se retira do quarto, Marta então levanta-se da cama, pega algumas uvas da bandeja e come, pois estava com muita fome, caminha até a porta e escuta se Eduardo não estaria escondido atrás, ela vê um espelho grande e fica diante dele... — Meu Deus! O que está acontecendo? O que o Gaspar está fazendo? Contudo... Confesso que estou feliz de estar ao lado dele, se ele me sequestrou do meu marido, é por que me ama e se arrependeu de ter me traído... Diz Marta. Ela abre o, guarda-roupas, toda a decoração moderna dos tempos atuais, causava estranheza para ela, habituada à decoração e o design de seu tempo, mas pega uma toalha e tira sua roupa, então vai para o banheiro, onde também acha tudo estranho... — Mas que lugar estranho é este que o Gaspar me trouxe? Tudo aqui é tão... Diferente! Mas é bonito... Depois de tomar um banho relaxante e bem demorado no chuveiro, Marta cobre-se com a toalha e sai para pegar uma roupa, já que as suas estavam fedendo. — Ele disse que eram roupas da "Noiva" dele? Então ele já noivou com ela? Eu podia não usar isso, mas não hei de ficar nua! Diz Marta. Mas ao abrir o guarda-roupa e ver as roupas de Amanda, ela fica escandalizada com as peças, mesmo os vestidos mais cumpridos, para ela, era algo devasso, fora os shorts curtos e blusas de alça... — Mais que pouca-vergonha! Por isso! Por isso ela seduziu ele! Usando estas roupas vulgares! Diz Marta enquanto comia uma maçã... Eduardo, enquanto isso, pesquisava o bairro que Marta havia lhe dito que morava para ir lhe deixar em casa, muito embora ele não quisesse que ela fosse, seu desejo era de manter Marta perto dele, ao seu lado. — Mais que coisa! Bairro Mafrense, um dos bairros, talvez o mais antigo da capital! Ela já deve ter terminado o banho e trocado de roupa... Eduardo então abre a porta repentinamente e se depara com Marta só de toalha, assutada ela grita, deixando a toalha cair e ficando nua na frente de Eduardo. — O que está fazendo? Pergunta ela. — Me desculpa! Eu achei que você tinha trocado de roupa já! Eu... Eu... Marta sente-se inicialmente envergonhada e se cobre com um lençol rapidamente, mas ela nota Eduardo o olhando fixamente... — Por que me olha assim? Deve ser mais interessante olha para sua" noiva" vestida com estes trajes impróprios, um mais devasso que o outro! Uma pouca-vergonha! Diz Marta. — Do que está falando? Até parece que está com ciúmes... — Ciúmes? Eu? Por favor... Só por que fomos namorados? — Olha Marta, eu não te conhecia até ontem quando te encontrei caída no banco de areia... Não sei como, mas parece que você conhece meu Bisavô! Que por sinal é idêntico a mim, parece que você veio de um outro tempo! Do passado! O seu jeito de falar... Tudo! Marta não acredita em nada que Eduardo lhe diz, mas acreditando que ele ela Gaspar... Tem um ato inesperado de ousadia... — Não sei o que você está falando, mas olha, eu me casei com o Estevão, confesso que não o amo, por que, na verdade, o único homem que amei e que amo... é você! E se quer saber, não me entreguei ao meu marido, continuo moça, continuo pura e virgem... Estamos quites! Você me traiu, eu casei com outro, mas estou disposta a esquecer tudo, a fugir com você... Se você deixar aquela mulher que me traiu com ela.... Diz Marta caminhando na direção dele. — Eu não faço ideia do que está falando! Diz Eduardo. — Não acredita em mim? É isso? Pois bem... Ela deixa o lençol cair e Eduardo paralisa diante da beleza do corpo de Marta, ela com mãos tremulas de nervoso, pega nas mãos de Eduardo e coloca em seus s***s, durinhos e macios... — Me faz ser sua! Me faz ser sua mulher e vamos esquecer tudo, esquecer o mundo, meuis, pais, meu marido, sua amante, tudo! Vamos viver nossas vidas e ser felizes! Diz ela. Tomado pelo impulso, Eduardo agarra Marta a beija, esquecendo de tudo, esquecendo de Amanda, esquecendo do mundo, nos lábios de Marta ele parecia ter encontrado um sabor especial, aquele toque, aquele calor do corpo... Algo que parecia ter esquecido, mas que havia encontrado e o completava.
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