Capítulo 10: Indecisão

1213 Words
Marta, tinha apenas a lembrança do passado, havia sido de alguma forma transportada do passado para o futuro, já Gaspar, tinha todas as lembranças de Eduardo, além do conhecimento do passado e do futuro, ele era tanto Eduardo, quanto Gaspar, o que acontece é que suas memórias apenas despertaram depois que ele e Marta fizeram amor... — Marta, meu amor, esta chácara... Esta chácara é onde eu morava naquele tempo, toda a paisagem da cidade foi remodelada, modificada, existem hoje coisas que vai deixar você impressionada... Diz Eduardo. — Estou ansiosa para ver o que aconteceu, o que mudou do século XIX até agora... Aliás, em que ano estamos? Pergunta ela. — Estamos em 2024! Diz ele. — Nossa! 2024! Então se passaram de 1899 até aqui... 126 anos! Isso quer dizer que eu tenho 150 anos! Ai meu Deus! Diz Marta. — Eu diria que está muito bem para sua idade... Muito bem mesmo... Diz ele abraçando Marta. Ela o empurra... — Primeiro, apesar de ser nossa primeira vez, e ter sido incrível, maravilhoso... Eu quero deixar claro que a segunda vez só acontecerá depois que você terminar com a sua noiva atual... E vamos logo! Eu não estou bem com as roupas de outra mulher, aliás, com as roupas de sua noiva! Aliás, vamos de carruagem até a loja de Roupas? Ou seria algum alfaiate que as produzirá? Eduardo sorri... — Qual a graça? Eu fiz uma pergunta! Me responda! — Marta, meu bem... É meio difícil encontrar um alfaiate, é mais prático comprar roupas já feitas, existe uma grande diversidade… Outra coisa... Não há carruagens como antigamente, existem veículos chamados carros! Como aquele ali! Vem comigo... Eduardo, abre a porta para que Marta entre, ela senta-se, sente o banco confortável... Olha ao seu redor... Eduardo entra pelo outro lado e lhe explica… — Se chama carro! É uma versão moderna dos que eram produzidos fora do país, se tornaram populares... Existe uma grande diversidade.... Ele dá a partida e liga o acondicionado, os dois saem da chácara, e Eduardo, ou melhor, Gaspar... Vai explicando para Marta como as coisas avançaram, o que há de diferente em relação ao seu tempo e agora, a preparando para a cidade grande, quando entrassem na área urbana de Teresina... Marta fica fascinada com os relatos de Eduardo, mais ainda quando vê os carros passando na estrada, ao ver os grandes prédios e construções da capital, outdoors espalhados, lojas... — Meu Deus! O que é tudo isso? Minha nossa! Parece um sonho! Um sonho, Gaspar! Sueli! Minha amiga Sueli ficaria maravilhada com tudo isso! Diz Marta. Eduardo, que é Gaspar, lembra de Sueli, a amiga que tinham em comum, a última lembrança que ele tinha dela, era de quando eles conversaram antes de ele sair da frente da igreja, Sueli havia se declarado para ele, e depois disso.... — Sim, qualquer um de nosso tempo, ficaria fascinado, meu amor... Agora, vou te levar a loja... Eles vão direto ao shopping, Marta fica maravilhada com o local, como uma criança que não esconde sua empolgação diante de uma novidade, algumas coisas a deixava impressionada, outras deixava chocada, como ver mulheres com saias ou shorts curtos... — Gaspar! Se você olhar para estas mulheres que estão quase nuas... Nunca mais falo com você! Diz ela. — Meu amor! São as vestimentas, estão vestidas... As pessoas desse tempo, são livres! Livres de padrões, cada um pode se vestir como quiser... Diz Ele. — Mas eu não quero me vestir assim, não quero me mostrar para os outros... Eu sou de outro tem afinal... Diz ela. Gaspar leva Marta até uma loja, onde compram roupas e ela finalmente se livra das roupas de Amanda, que havia pego emprestada, optando por um vestido que cobria até o joelho, o que ela ainda considerava meio ousado, uma sandália René Caovilla... Que realçavam sua elegância e beleza... — Então meu amor, o que achou? Pergunta ela. — Linda! Você está ainda mais linda e perfeita! — Devo confessar que gostei... Gostei muito... Diz Marta olhando-se no espelho. Gaspar agora leva ela em um salão de beleza, para fazer um corte de cabelo, hidratar... Mudar o visual de vez... A cabeleireira conversa com Marta e lhe pergunta... — Então, meu anjo, o que vai querer que façamos? Pergunta. — Quero que me deixe linda como as mulheres desse século responde Marta. A cabeleireira sorri... — Ai amiga, você tem um grande senso de humor... MAs seu cabelo já é lindo! Tem um brilho muito lindo... Vou só aparar as pontas e fazer uma hidratação... Lembra quando foi a última vez que fez algo no cabelo? Pergunta. — Sim, foi no dia do meu casamento, há uns 126 anos, se não me engano... A cabeleireira olha para outra e fica sem entender... Enquanto esperava por Marta, o telefone de Eduardo tocava, era Amanda. — Amor... Você não mandou o meu dinheiro bebê... Diz ela. — Alô? Amanda! Bem, agora eu não posso falar... Depois nos falamos sim... Diz ele desligando. Amanda retorna mais uma vez... Ele atende, nervoso... — Eduardo Castilho! Me diz! Por que não pode me atender? Não mandou meu dinheiro, não quer falar comigo, nem me deu explicação... — Amanda, quanto ao seu dinheiro, tudo bem, vou manda agora, mas sim, tem algo que tenho que falar com você, não por telefone, mas tem que ser pessoalmente, quando você voltar, quando voltar a gente conversa... Ele desliga o telefone nervoso, com medo que Marta visse que ele falava com Amanda… Ele transfere o dinheiro, mas estava decidido, precisava acabar logo com o noivado com Amanda, para poder ficar em paz com a mulher que ele realmente amava... Só que Amanda desconfia… Desconfia que algo estava acontecendo. — Oche! Mas... O que o Edu pode querer falar comigo? Será que... Ele desconfia de alguma coisa? Será que ele desconfia que tenho um amante? Descobriu do Hugo? O dinheiro cai na conta e ela é notificada... — Acho que não, caso fosse ele não mandaria o dinheiro.... Veremos senhor Eduardo... Veremos... Diz ela. Enquanto isso, em Teresina, Gaspar fica maravilhado com a transformação de Marta, simples mudanças a deixaram com um ar de modernidade, estava linda, com uma sensualidade própria, que mexia com suas emoções e com seus desejos... — Então Gaspar? O que achou? Particularmente, eu gostei muito! — Você... Você está linda!, está muito linda! Diz ele. — Gaspar, eu quero saber de tudo! Quero ver mais, muito mais do que tem por aí! Diz ela. — Claro, meu amor, claro que sim, vou te levar para jantar no melhor restaurante da cidade, e depois... voltamos para casa, eu vou ter que trabalhar de casa até você se adaptar mais, se bem que acho que não vai demorar muito isso acontecer... Eles saem de mãos dadas... — Eu... Eu estou louco de vontade de ficar a sós com você... Diz ele. — Quando terminar com sua noiva, sim, ficaremos a sós e faremos o que você quiser... Antes não... Diz ela. — Você não está com vontade? Não sente pena de mim? — Gaspar, eu também quero, quero sim... MAs não é justo com a outra moça! Tem que terminar logo com ela... Vai ser difícil de segurar, mas estou decidida...
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