Quando chegaram ao café da manhã, havia cerca de vinte homens. Sherazade segurou a camisa de Ardan, ficou um pouco insegura.. — Não precisa falar com nenhum deles — ele disse baixo. Mesmo assim, Sherazade fez um gesto educado de cumprimento e sentou-se. Alguns homens a observaram, discretos. Ninguém disse nada. Ninguém comentou, sabiam de antemão quem ela era, e ninguém queria problemas com o barqueiro. Exceto um. Era o soldado que Nero havia mandado para o navio como punição. Nero sabia que o Barqueiro iria matá-lo, mas antes disso, o Barqueiro já o torturava havia dias: colocava água gelada em sua cama, deixava peixe estragado na sua comida, o obrigava a tomar banho frio à noite, porque cortava a água quente assim que o homem entrava no banho. Às vezes, ele acordava com as janelas a

