CAPÍTULO 96 BEATRIZ NARRANDO Eu ainda tava com os olhos fechados, tentando entender como o meu corpo podia reagir daquele jeito. Cada célula vibrava. Cada suspiro que saía dos meus lábios era meio gemido, meio gratidão. O mundo inteiro tinha sumido. Só existia o toque dele, a língua dele, a entrega dele. Arthur subiu devagar, deixando beijos molhados pelo meu corpo, como se agradecesse por cada pedaço que acabara de explorar. E quando ele chegou no meu rosto, eu abri os olhos. Ele tava ali. Me olhando. Intenso, suado, com a boca levemente avermelhada… e o olhar mais faminto e ao mesmo tempo mais carinhoso que eu já tinha visto na vida. — Você é surreal — ele disse, com a voz ainda rouca, os olhos fixos nos meus. — Eu poderia passar o dia inteiro só te provando isso. Eu sorri, ofegant

