CAPÍTULO 111 BEATRIZ NARRANDO Ficamos ali por mais um tempo, abraçados, como se o mundo tivesse desacelerado só pra gente respirar. E eu precisava daquilo. Do abraço dele. Do silêncio entre a gente. Do jeito que ele me fazia sentir… pertencente. O restaurante já nem importava. As pessoas ao redor podiam estar nos olhando, mas eu só via ele. Arthur. O homem que tinha entrado na minha vida feito tempestade e, de algum jeito, virou abrigo. Depois de um tempo, ele me deu um beijo na testa, se afastou um pouquinho e falou: — Vamo subir? A comida tava boa, mas tô querendo outro tipo de sobremesa agora. Arregalei os olhos, rindo, fingindo indignação. — Arthur! — Que foi? — ele deu de ombros, com aquele sorriso safado nos lábios. — Tô falando da tua boca, princesa. Quero mais um beijo daqu

