CAPÍTULO 107 BEATRIZ NARRANDO A gente ficou ali, mergulhado naquele silêncio gostoso, com a espuma ainda cobrindo nossos corpos e a luz suave do sol entrando pelas janelas enormes do quarto. O mar lá fora seguia calmo, como se estivesse respeitando nosso momento. Arthur não soltava meu corpo nem por um segundo. A respiração dele roçava leve no meu ombro, e as mãos, que antes exploravam com desejo, agora só acariciavam devagar, como quem ainda precisava confirmar que aquilo tudo era real. — Tá tudo bem aí dentro dessa cabecinha? — ele perguntou, com a voz rouca e baixa, dando um beijo na curva do meu pescoço. — Tá tudo… exatamente onde deveria estar — respondi, virando o rosto de leve pra olhar pra ele. — E você? Ele me olhou com aquele olhar firme, calmo, cheio de sentimento. — Eu n

