CAPÍTULO 155 BEATRIZ NARRANDO O beijo dele seguia como se o mundo lá fora tivesse deixado de existir. E talvez tivesse mesmo. Porque ali, naquele quarto iluminado pela lareira e pelo reflexo da cidade lá fora, tudo que existia era ele… e eu. As mãos do Arthur deslizaram com calma pelas minhas costas, encontrando o zíper do meu vestido. Ele olhou nos meus olhos como se pedisse permissão, mesmo sabendo que era dele. Só dele. E eu assenti com um sorrisinho tímido, sentindo as bochechas queimarem mais do que o fogo da lareira. Devagar, ele começou a abaixar o zíper, os olhos presos nos meus. O som do tecido se abrindo era quase imperceptível, mas parecia ecoar no meio do silêncio carregado de desejo entre a gente. O vestido foi caindo pelos meus ombros, deslizando devagar até a cintura, r

