CAPÍTULO 103 BEATRIZ NARRANDO Acordar com a língua do Arthur em mim foi, sem dúvida, o melhor jeito de abrir os olhos que eu já tive na vida. No começo, ainda meio sonolenta, meu corpo reagia sozinho. Mas quando percebi que aquilo tudo era real… que ele tava ali, deitado entre minhas pernas, se dedicando a cada detalhe do meu prazer… eu simplesmente me entreguei. E gozar daquele jeito, com ele, logo cedo, ainda meio adormecida, com o corpo mole e o coração acelerado? Foi como se o dia tivesse começado com uma explosão de sensações. Quando ele subiu e me beijou, eu senti o gosto de tudo misturado. Do meu prazer, da nossa conexão. O olhar dele tava cravado no meu, intenso, quente, cheio de algo que ia além da pele. Eu puxei ele pra cima de mim e fiquei só olhando. Arthur. Cabelo bagunç

