A chuva batia na janela como um coração acelerado. O corredor estava escuro, só o reflexo dos faróis dos carros lá fora piscando de vez em quando. Mathias me segurava contra a parede, a respiração dele quente no meu pescoço, as mãos firmes na minha cintura. Eu sentia o corpo dele inteiro contra o meu — duro, tenso, vivo. — Tiana… — ele sussurrou de novo, dessa vez mais baixo, quase um pedido. Eu não respondi. Só o beijei. Com força. Com tudo o que eu tinha guardado, tudo o que eu neguei, tudo o que eu queria esquecer. Ele gemeu no fundo da garganta, e aquele som me atravessou como um raio. As mãos dele desceram, agarrando minhas coxas, me erguendo sem esforço. Minhas pernas se enrolaram na cintura dele automaticamente. A parede fria nas minhas costas, o corpo dele quente na frente. Perf

