O corredor da empresa estava silencioso, exceto pelo eco distante dos passos que se afastavam. Eu m*l conseguia processar o que acabara de acontecer. Meu pai, Lorenzo, algemado, conduzido pelos policiais, desaparecendo atrás das portas do elevador de serviço. Cada segundo daquela cena ainda queimava em minha mente, mas, ao mesmo tempo, a fúria e a adrenalina começaram a se transformar em clareza. — Enzo… — Isadora sussurrou, sua mão apertando a minha com força, os olhos arregalados e cheios de confusão. — Você sabia que seu pai tinha mandado matar Gustavo? A pergunta caiu como um balde de água fria. Eu podia sentir meu estômago revirar. Ela não sabia nada, pensava que a morte de Gustavo tinha sido apenas mais uma tragédia da prisão. Mas agora, com essa pergunta, a tensão explodiu. Respi

