O carro avançava pelas ruas da cidade com uma tensão quase palpável. Ao meu lado, Isadora segurava minha mão, mas havia um peso no ar, uma expectativa silenciosa que nos consumia. A raiva que eu sentia pelo meu pai se misturava com a confusão de todas as mentiras e manipulações que eu acreditava ter descoberto. Eu estava decidido: precisava confrontá-lo, entender até que ponto ele tinha nos enganado. — Você está certo de querer ir agora? — perguntou Isadora, a voz baixa, quase hesitante. — Absolutamente. — Apertei a mão dela levemente. — Chega de esconder. Chega de dúvidas. Preciso encarar cada palavra dele, cada história, cada gesto falso. Ela suspirou, silenciosa, mas seus olhos refletiam a determinação que compartilhávamos. Cada minuto até chegar à empresa parecia uma eternidade, o t

